Famílias jovens beneficiam de 2,1 mil milhões € em crédito jovem com garantia do Estado em 2025

Crédito jovem com garantia do Estado em 2025

Entre janeiro e junho de 2025, foram contratados aproximadamente 2,1 mil milhões de euros em crédito à habitação ao abrigo da garantia pública do Estado, destinada a jovens até aos 35 anos, com limite de aquisição até 450 000 € por imóvel e rendimentos compatíveis com o oitavo escalão do IRS.

Impacto da medida no mercado habitacional

No primeiro trimestre de 2025, os contratos com garantia pública representaram cerca de 9% do número total de novos créditos habitacionais e 13% do montante contratado, com valor médio por operação nos 190 000 €, superior aos 173 000 € observados entre jovens elegíveis que não recorreram à garantia.

  • 9% dos contratos habitacionais tiveram garantia pública
  • 13% do valor total dos créditos envolveu a medida
  • Valor médio com garantia: 190 000 €
  • Valor médio sem garantia: 173 000 €

Adesão dos bancos e desafios operacionais

Apesar da elevada procura, os bancos revelam que, até agora, os pedidos superam os créditos efetivamente concedidos — devido às formalidades e prazos necessários antes da assinatura das escrituras. Este contexto verifica-se particularmente na CGD, que já aprovou cerca de 1 630 operações, equivalentes a 304 milhões € em crédito potencial, embora a quota reservada para garantia (cerca de 257 milhões) ainda não tenha sido totalmente mobilizada.

Financiamento, limitações e críticas

A garantia pública destinou-se a financiar até 15% do valor da aquisição imobiliária, permitindo que jovens acedam a financiamentos de até 100% da avaliação do imóvel.

Apesar da quota de 1,2 mil milhões € destinada à garantia pública, algumas instituições já superaram o valor previsto para empréstimos com promessa aprovada — mesmo que a cobertura financeira total ainda não esteja a ser utilizada plenamente.

A adesão por parte das principais instituições (Santander Totta, CGD, BCP e BPI) concentrou cerca de 71% da garantia operacionalizada até dezembro de 2024, projetando uma elegibilidade mais limitada a bancos de menor dimensão.

A iniciativa abriu caminho significativo ao acesso à habitação para jovens sem poupança suficiente. Contudo, o ritmo lento na concessão e a taxa de esforço exigida limitam o seu impacto real. Muitos jovens elegíveis não estão a recorrer à medida e, em casos com aprovação, os bancos ainda aplicam spreads mais elevados, reduzindo o benefício esperado.

O facto de 9% dos contratos representarem 13% do montante sugere que os empréstimos com garantia envolvem investimentos acima da média, refletindo um perfil económico mais sólido dos beneficiários.

Fontes e referências

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