Prestação da Casa Vai Subir em Abril com Nova Subida da Euribor

As famílias com crédito à habitação com taxa variável deverão sentir um aumento nas prestações já a partir de abril, impulsionado pela recente subida das taxas Euribor nos mercados financeiros.

A evolução das taxas está a ser influenciada pelo atual contexto geopolítico, nomeadamente os conflitos no Médio Oriente, que têm provocado pressão sobre os preços da energia e aumentado as expectativas de inflação na zona euro.

Este cenário está a refletir-se diretamente no custo do crédito da casa, sobretudo para quem tem contratos indexados à Euribor, a taxa de referência mais utilizada em Portugal.

Subida da Euribor pressiona prestações

Nos últimos meses, as taxas Euribor registaram uma subida significativa, especialmente nos prazos mais relevantes para o crédito à habitação.

A Euribor a seis meses, atualmente a mais utilizada em Portugal, ultrapassou os 2,5%, depois de ter estado próxima dos 2,1%. Já a Euribor a 12 meses aproxima-se dos 3%, evidenciando uma tendência de subida mais acentuada.

Por outro lado, a Euribor a três meses apresentou uma ligeira descida, mantendo-se ainda abaixo das restantes maturidades.

Esta evolução reflete as expectativas dos mercados relativamente à política monetária do Banco Central Europeu (BCE), num contexto de maior incerteza económica e pressão inflacionista.

Quanto pode aumentar a prestação da casa

De acordo com simulações recentes, o impacto nas prestações será já visível para contratos revistos em abril, ainda que de forma moderada nesta fase.

Num crédito de 150 mil euros a 30 anos, com um spread de 1%:

  • Com Euribor a seis meses, a prestação poderá aumentar cerca de 15 euros;
  • Com Euribor a 12 meses, a subida estimada é de aproximadamente 10 euros.

Estes valores podem variar consoante a evolução das taxas ao longo do mês, sendo possível que os aumentos venham a ser superiores caso a tendência de subida se mantenha.

Impacto do contexto internacional

O atual aumento das taxas está fortemente ligado ao agravamento das tensões no Médio Oriente, incluindo ataques ao Irão e perturbações no fornecimento energético.

O fecho de importantes rotas comerciais, como o Estreito de Ormuz, contribuiu para a subida dos preços do petróleo e do gás, aumentando as pressões inflacionistas.

Este ambiente levou os mercados a antecipar possíveis mudanças na política monetária do BCE, o que se refletiu rapidamente nas taxas Euribor, mesmo sem alterações imediatas nas taxas diretoras.

O que esperar nos próximos meses

Apesar de o Banco Central Europeu ter mantido recentemente as taxas de juro diretoras, os mercados continuam a ajustar as suas expectativas face à evolução da inflação e da economia global.

A próxima reunião de política monetária do BCE poderá ser determinante para perceber a direção futura das taxas de juro.

Enquanto isso, as famílias com crédito à habitação deverão preparar-se para alguma volatilidade nas prestações nos contratos com taxa variável.

Importa também notar que a maioria dos novos contratos tem sido celebrada com taxa mista, o que permite alguma proteção inicial contra estas oscilações.

Como são definidas as taxas Euribor

As taxas Euribor resultam da média das taxas de juro a que um conjunto de bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Estas taxas servem como principal referência para os créditos à habitação com taxa variável, sendo atualizadas periodicamente de acordo com o prazo escolhido no contrato (3, 6 ou 12 meses).

Deste modo, as famílias com crédito habitação indexados à Euribor acabam por sentir estas oscilações diretamente no valor das prestações.

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