Tem crédito à habitação? Saiba sobre seu empréstimo

As simulações feitas com base no simulador do Banco de Portugal permitem verificar que em todos os prazos há uma diminuição da prestação a pagar ao banco. Confira o seu caso.

Quanto já aumentou e como vai evoluir em abril a prestação da casa.
Empréstimo a 30 anos com spread de 1%

NOTA 1 | O que são as taxas Euribor

Euribor é a abreviatura de Euro Interbank Offered Rate. As taxas Euribor baseiam-se nas taxas de juro que um conjunto de bancos europeus está disposto a pagar para emprestar dinheiro uns aos outros. No cálculo, os 15% mais altos e mais baixos de todas as cotações recolhidas são eliminados. As restantes taxas são calculadas como média e arredondadas a três casas decimais. O valor das taxas Euribor é determinado e publicado diariamente. Existem cinco taxas Euribor diferentes, todas com diferentes maturidades (uma semana, um mês, três meses, seis meses e 12 meses).

NOTA 2 | O BCE tem três taxas de juro de referência:

– A taxa das principais operações de refinanciamento, sob a qual os bancos podem contrair empréstimos junto do BCE pelo prazo de uma semana: está nos 4,50%, mas esteve fixada em zero entre março de 2016 e julho do ano passado;

– A taxa de depósito, que determina os juros que os bancos recebem pelos depósitos realizados junto do BCE: está em 4%. Mas entre julho de 2012 e junho de 2013 era de zero. E entre junho de 2013 e julho do ano passado era negativa, obrigando os bancos a pagar pelos depósitos que faziam no BCE;

– E a taxa de cedência de liquidez, que determina o juro que os bancos pagam quando contraem empréstimos junto do BCE pelo prazo de um dia (overnight). Está atualmente em 4,75%.

Banca espera retoma da procura no crédito da casa

Depois de dois anos em queda, os bancos estão finalmente a antecipar uma retoma da procura das famílias por crédito para a compra de casa.

Os bancos estão a antecipar uma retoma da procura por crédito para a compra de casa no segundo trimestre, depois de dois anos de forte contração devido à escalada das taxas de juro, que pressionou altamente as famílias.

Pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2022 que o índice de difusão do Banco de Portugal sobre as expectativas dos bancos em relação à procura por crédito à habitação regista um valor positivo, o que indica que o setor espera que a procura das famílias volte a crescer depois de dois anos em queda.

Este otimismo surge numa altura em que se perspetiva um alívio das taxas de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE) a partir do verão, perspetiva essa que está já a levar a uma descida das taxas de mercado, nomeadamente a Euribor, que serve de base para o cálculo de um empréstimo para a aquisição de casa.

Em concreto, os bancos apontam para um “ligeiro aumento da procura de crédito à habitação” no segundo trimestre deste ano, de acordo com o inquérito sobre o mercado de crédito divulgado esta terça-feira pelo Banco de Portugal.
Em relação à procura registada no primeiro trimestre, houve “uma ligeira diminuição nos segmentos da habitação e do consumo” devido ao elevado nível em que se encontram as taxas de juro e também à fraca confiança das famílias.

Para o segundo trimestre, os bancos não antecipam mexidas nos critérios de concessão de crédito à habitação e empresas, sendo que o acesso ao crédito ao consumo poderá ter critérios mais restritivos.
Desde julho de 2022, o BCE subiu as taxas em 450 pontos base para controlar as pressões inflacionistas. Nas últimas quatro reuniões deixou as taxas inalteradas.


Fonte: eco.sapo.pt – Alberto Teixeira 9/4/2024

Habitação: taxa de juro cai pelo segundo mês consecutivo

A taxa de juro no conjunto de contratos de crédito à habitação voltou a diminuir em março, ainda que de forma ligeira. Para Mário Centeno, podemos contar com uma descida das taxas do Banco Central Europeu já no mês de junho.

Depois de em fevereiro as taxas de juro dos contratos de crédito à habitação terem descido pela primeira vez desde 2022, no mês de março voltaram a baixar. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa fixou-se nos 4,641% em fevereiro e agora, em março, ficou nos 4,613%.

Se falarmos dos contratos fechados há três meses a taxa diminuiu pelo quinto mês consecutivo de 4,197% para 4,000%.

Já a prestação média dos créditos fixou-se em 403 euros, o mesmo valor de fevereiro. O capital médio em dívida passa para 65.391 euros.

Centeno antecipa vários cortes ao longo do ano mas, por outro lado, a presidente do Banco Central Europeu, Cristine Lagarde, continua a mostrar-se cautelosa.

Para Lagarde, um corte em junho não significa que haverá outros ao longo do ano, posição defendida também por Luis de Guindos, o vice-presidente do BCE

(Fonte: Sic Notícias, Teresa Amaro Ribeiro, abril de 2024)