Taxa de juro no crédito à habitação diminuiu para 3,228%

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação desceu para 3,228% em setembro de 2025, o que representa uma redução de 7,9 pontos base (p.b.) face a agosto (3,307%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa passou de 2,883% em agosto para 2,873% em setembro, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Pequena descida nas prestações

O valor médio da prestação fixou-se em 393 euros, menos um euro do que no mês anterior e menos 11 euros comparativamente a setembro de 2024. A componente de juros representou 49,6% da prestação média, sendo a primeira vez desde maio de 2023 que fica abaixo dos 50%. Nos contratos mais recentes (celebrados nos últimos três meses), a prestação média aumentou 15 euros, para 666 euros, refletindo uma subida homóloga de 7,1%.

Tendência de descida das taxas

Desde o valor máximo registado em janeiro de 2024 (4,657%), a taxa de juro implícita acumula uma descida de 142,9 p.b. Já nos contratos mais recentes, a diminuição acumulada desde o pico de outubro de 2023 é de 150,7 p.b. Para o destino de Aquisição de Habitação, o mais comum entre os contratos de crédito, a taxa total fixou-se em 3,226%, uma descida de 7,5 p.b. face a agosto.

Capital médio em dívida

O capital médio em dívida no conjunto dos contratos aumentou 634 euros face ao mês anterior, atingindo 73 496 euros. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio foi de 163 761 euros, mais 2 440 euros do que em agosto.

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Dados obtidos da publicação “Taxas de juro implícitas no crédito à habitação – setembro 2025”, do Instituto Nacional de Estatística.

Inflação abranda para 2,4% em setembro de 2025, segundo o INE

A inflação em Portugal diminuiu em setembro de 2025, com a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) a fixar-se em 2,4%, taxa inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior. Segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), este abrandamento é o primeiro após cinco meses consecutivos de aumento.

Menor pressão nos preços

Os dados do INE indicam que a chamada inflação “subjacente” (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também abrandou, situando-se em 2,0%. Os preços da energia registaram uma variação de 0,3%, enquanto os produtos alimentares não transformados mantiveram-se estáveis, com um aumento de cerca de 7% em termos anuais.

Tendência de estabilidade

Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,9% (-0,2% em agosto e 1,3% em setembro de 2024). Em média, nos últimos 12 meses, os preços cresceram 2,4%, mostrando uma tendência geral de estabilidade. Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, usado para comparar os países da União Europeia, ficou nos 1,9%, abaixo dos 2,5% registados em agosto.

Esta desaceleração é uma boa notícia para os consumidores, já que significa que os preços estão a crescer mais lentamente. Mesmo assim, algumas áreas, como a alimentação, continuam com valores elevados e a pesar no orçamento familiar.

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Notícia adaptada a partir do artigo “Taxa de variação homóloga do IPC estimada em 2,4%”, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística.

Preços das casas registam subida histórica de ~18 % — o que significa para quem quer comprar casa

Os preços médios de venda de habitação em Portugal registaram uma subida histórica no início de 2025. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), a valorização homóloga no primeiro trimestre atingiu cerca de 18,7 %, representando o crescimento mais elevado desde que existem séries comparáveis. Tanto habitações novas como usadas registaram aumentos significativos, refletindo uma tendência de valorização constante e robusta.

Fatores que influenciam a subida de preços

A escalada nos preços é impulsionada por vários fatores. A procura por habitação continua elevada, sobretudo nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde a densidade populacional e a procura por serviços e empregos mantém a pressão sobre o mercado. Por outro lado, a oferta não acompanha este ritmo, especialmente no segmento de habitação nova, onde os custos de construção, terrenos e materiais têm aumentado. Este desequilíbrio contribui diretamente para o aumento dos preços finais de venda.

Além disso, o interesse de compradores nacionais e estrangeiros reforça a valorização. Os compradores nacionais dominam o mercado, enquanto investidores estrangeiros se concentram em zonas costeiras e regiões com grande procura turística. Este aumento da procura diversificada torna o mercado mais competitivo e pressiona ainda mais os preços.

Dados sobre transações de habitação

Entre abril e junho de 2025, foram registadas mais de 42 mil transações de habitação, um aumento homólogo de 15,5 %. O valor total das transações ultrapassou os 10 mil milhões de euros, destacando a resiliência do mercado. A maioria destas transações envolveu compradores nacionais, reforçando o peso da procura interna.

O que isto significa para quem procura comprar casa

Para os compradores, este cenário exige planeamento financeiro cuidadoso. É importante considerar não só o preço de aquisição, mas também encargos como IMT, despesas com notários, registos e comissões bancárias. Simular diferentes cenários de crédito à habitação ajuda a garantir que a prestação mensal seja sustentável.

Explorar opções em zonas periféricas ou menos saturadas pode oferecer preços mais acessíveis, sem comprometer a qualidade ou localização. Avaliar o custo por metro quadrado, a qualidade da construção e comparar habitações novas e usadas são passos essenciais para tomar decisões informadas e vantajosas.

Planeamento e oportunidades para compradores

Apesar da pressão dos preços, ainda existem oportunidades para quem planeia com antecedência. Avaliar todas as opções disponíveis, considerar diferentes localizações e estudar cuidadosamente as condições de crédito são passos cruciais para garantir uma compra sustentável e financeiramente vantajosa.

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Notícia baseada nos dados do INE e no artigo do ECO.