Prestação da Casa Vai Subir em Abril com Nova Subida da Euribor Posted on 30 de Março, 202630 de Março, 2026 by Ricardo Porto As famílias com crédito à habitação com taxa variável deverão sentir um aumento nas prestações já a partir de abril, impulsionado pela recente subida das taxas Euribor nos mercados financeiros. A evolução das taxas está a ser influenciada pelo atual contexto geopolítico, nomeadamente os conflitos no Médio Oriente, que têm provocado pressão sobre os preços da energia e aumentado as expectativas de inflação na zona euro. Este cenário está a refletir-se diretamente no custo do crédito da casa, sobretudo para quem tem contratos indexados à Euribor, a taxa de referência mais utilizada em Portugal. Subida da Euribor pressiona prestações Nos últimos meses, as taxas Euribor registaram uma subida significativa, especialmente nos prazos mais relevantes para o crédito à habitação. A Euribor a seis meses, atualmente a mais utilizada em Portugal, ultrapassou os 2,5%, depois de ter estado próxima dos 2,1%. Já a Euribor a 12 meses aproxima-se dos 3%, evidenciando uma tendência de subida mais acentuada. Por outro lado, a Euribor a três meses apresentou uma ligeira descida, mantendo-se ainda abaixo das restantes maturidades. Esta evolução reflete as expectativas dos mercados relativamente à política monetária do Banco Central Europeu (BCE), num contexto de maior incerteza económica e pressão inflacionista. Quanto pode aumentar a prestação da casa De acordo com simulações recentes, o impacto nas prestações será já visível para contratos revistos em abril, ainda que de forma moderada nesta fase. Num crédito de 150 mil euros a 30 anos, com um spread de 1%: Com Euribor a seis meses, a prestação poderá aumentar cerca de 15 euros; Com Euribor a 12 meses, a subida estimada é de aproximadamente 10 euros. Estes valores podem variar consoante a evolução das taxas ao longo do mês, sendo possível que os aumentos venham a ser superiores caso a tendência de subida se mantenha. Impacto do contexto internacional O atual aumento das taxas está fortemente ligado ao agravamento das tensões no Médio Oriente, incluindo ataques ao Irão e perturbações no fornecimento energético. O fecho de importantes rotas comerciais, como o Estreito de Ormuz, contribuiu para a subida dos preços do petróleo e do gás, aumentando as pressões inflacionistas. Este ambiente levou os mercados a antecipar possíveis mudanças na política monetária do BCE, o que se refletiu rapidamente nas taxas Euribor, mesmo sem alterações imediatas nas taxas diretoras. O que esperar nos próximos meses Apesar de o Banco Central Europeu ter mantido recentemente as taxas de juro diretoras, os mercados continuam a ajustar as suas expectativas face à evolução da inflação e da economia global. A próxima reunião de política monetária do BCE poderá ser determinante para perceber a direção futura das taxas de juro. Enquanto isso, as famílias com crédito à habitação deverão preparar-se para alguma volatilidade nas prestações nos contratos com taxa variável. Importa também notar que a maioria dos novos contratos tem sido celebrada com taxa mista, o que permite alguma proteção inicial contra estas oscilações. Como são definidas as taxas Euribor As taxas Euribor resultam da média das taxas de juro a que um conjunto de bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário. Estas taxas servem como principal referência para os créditos à habitação com taxa variável, sendo atualizadas periodicamente de acordo com o prazo escolhido no contrato (3, 6 ou 12 meses). Deste modo, as famílias com crédito habitação indexados à Euribor acabam por sentir estas oscilações diretamente no valor das prestações. Precisa de financiamento para comprar casa? Na Find Approval ajudamos a obter propostas de crédito habitação de vários bancos e a encontrar as condições mais vantajosas. Carrega no botão abaixo, preenche o formulário e um dos nossos irá entrar em contacto para dar início ao processo. Fala connosco
Euro digital: o que é, como funciona e quando poderá chegar Posted on 11 de Março, 2026 by Ricardo Porto A União Europeia está a desenvolver um dos projetos financeiros mais relevantes das últimas décadas: o euro digital. A iniciativa é liderada pelo Banco Central Europeu (BCE) e faz parte da estratégia europeia para adaptar o euro à crescente digitalização da economia. O euro digital será uma moeda do banco central em formato digital, emitida pelo BCE para utilização nos pagamentos do dia a dia. Funcionará como uma versão digital do numerário e estará disponível para cidadãos, empresas e entidades públicas em toda a área do euro. Tal como acontece com as notas e moedas, o euro digital será uma forma de moeda pública apoiada pelo Banco Central Europeu. O objetivo é oferecer uma opção adicional de pagamento digital, mantendo ao mesmo tempo o numerário disponível como meio de pagamento. O que é o euro digital O euro digital é o projeto da União Europeia para introduzir uma forma digital de numerário. Será emitido pelo Banco Central Europeu e poderá ser utilizado por todos os cidadãos da área do euro para pagamentos de retalho. Esta nova forma de dinheiro virá complementar, e não substituir, as notas e moedas. Na prática, dará às pessoas uma opção adicional para fazer pagamentos, mantendo a possibilidade de utilizar numerário. O euro digital terá sempre o mesmo valor que o euro tradicional. Um euro digital corresponderá exatamente a um euro em numerário. Moeda pública vs. moeda privada Para compreender o euro digital, é importante distinguir entre dois tipos de dinheiro utilizados no sistema financeiro: a moeda pública e a moeda privada. A moeda do banco central é emitida por um banco central e representa um bem público. Atualmente, está disponível principalmente sob a forma de notas e moedas utilizadas em pagamentos em numerário. Já a moeda privada é criada pelos bancos comerciais. Inclui o dinheiro depositado em contas bancárias e utilizado em pagamentos do dia a dia, como pagamentos com cartão, transferências bancárias ou aplicações de pagamento. No quotidiano, as pessoas convertem regularmente estes dois tipos de dinheiro. Por exemplo, quando levantam dinheiro numa caixa multibanco, estão a converter moeda privada (depósitos bancários) em moeda pública (numerário). O euro digital introduzirá uma forma digital de moeda pública, permitindo utilizar moeda do banco central também em pagamentos digitais. Principais características do euro digital De acordo com as instituições europeias, o euro digital deverá apresentar várias características essenciais: Complementar ao numerário: não substituirá as notas e moedas. Moeda pública: será emitido diretamente pelo Banco Central Europeu. Aceitação em toda a área do euro: poderá ser utilizado em qualquer país que utilize o euro. Acesso básico gratuito: os serviços essenciais, como possuir, enviar e receber euros digitais, serão gratuitos para os consumidores. Pagamentos online e offline: poderá ser utilizado com ou sem ligação à Internet. Elevado nível de privacidade: os pagamentos serão concebidos para proteger a privacidade dos utilizadores, respeitando simultaneamente as regras europeias de prevenção de fraude e branqueamento de capitais. Porque está a União Europeia a desenvolver o euro digital O desenvolvimento do euro digital pretende garantir que o euro continua a adaptar-se à evolução das preferências de pagamento dos consumidores. Embora o numerário continue a ser amplamente utilizado, os pagamentos digitais como cartões, aplicações móveis e compras online têm vindo a crescer de forma significativa em toda a área do euro. Atualmente, a moeda do banco central está disponível apenas em formato físico. O euro digital permitirá utilizar moeda pública também em pagamentos digitais, oferecendo uma alternativa às soluções privadas existentes. Outro objetivo é reforçar a autonomia estratégica da Europa no setor dos pagamentos. Atualmente, muitos pagamentos digitais na área do euro dependem de sistemas internacionais operados fora da União Europeia. O euro digital poderá oferecer uma solução de pagamento europeia disponível em todos os países da área do euro. Como poderá funcionar o euro digital O euro digital será concebido para funcionar de forma simples e familiar, semelhante a outras soluções de pagamento digital. Os cidadãos poderão aceder ao euro digital através de uma conta ou de uma carteira digital disponibilizada pelo seu banco ou por outro prestador de serviços de pagamento. Com essa conta ou carteira, será possível: realizar pagamentos em lojas físicas ou em comércio eletrónico; enviar dinheiro a outras pessoas, como amigos ou familiares; efetuar pagamentos tanto online como offline, mesmo sem ligação à Internet. A utilização básica da carteira de euro digital será gratuita para os consumidores. Para proteger a estabilidade financeira, será estabelecido um limite para o montante de euros digitais que cada pessoa poderá manter na sua carteira. Este limite pretende garantir que o euro digital é utilizado sobretudo como meio de pagamento e não como forma de poupança. Euro digital não é uma criptomoeda O euro digital não será um criptoativo nem uma criptomoeda. Tal como o numerário, será apoiado pelo Banco Central Europeu, que garante o valor do euro. Um euro digital terá sempre o mesmo valor que um euro em numerário. Já as criptomoedas não são emitidas nem garantidas por uma autoridade central e o seu valor pode variar significativamente, o que as torna mais voláteis e arriscadas. Quando poderá ser introduzido O euro digital ainda está em fase de desenvolvimento e depende de um processo legislativo a nível europeu. Em junho de 2023, a Comissão Europeia apresentou uma proposta para criar o enquadramento jurídico necessário para a eventual introdução do euro digital. Em dezembro de 2025, o Conselho da União Europeia definiu a sua posição sobre esta proposta, permitindo iniciar negociações com o Parlamento Europeu. Após a aprovação do quadro jurídico pelas instituições europeias, caberá ao Banco Central Europeu tomar a decisão final sobre a emissão do euro digital. O BCE indicou recentemente que esta nova forma de dinheiro poderá estar operacional por volta de 2029. Precisa de financiamento para comprar casa? 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Como verificar se tem dívidas de crédito e interpretar o mapa do Banco de Portugal Posted on 9 de Março, 20269 de Março, 2026 by Ricardo Porto Confirmar se todos os seus créditos estão realmente liquidados é essencial para manter uma vida financeira saudável. Mesmo depois de liquidar um empréstimo, é importante confirmar que não existe qualquer valor pendente ou registo ativo associado ao seu nome. A forma mais fiável de verificar a sua situação de crédito é através do mapa de responsabilidades de crédito do Banco de Portugal. Este relatório mostra todos os créditos associados ao seu NIF, incluindo crédito habitação, crédito pessoal, cartões de crédito e outros financiamentos. O que é o mapa de responsabilidades de crédito do Banco de Portugal O mapa de responsabilidades de crédito é um documento oficial emitido pelo Banco de Portugal que reúne todos os contratos de crédito associados a um determinado contribuinte. No documento aparecem informações sobre: créditos ativos créditos recentemente liquidados eventuais situações de incumprimento responsabilidades como fiador ou avalista Consultar este relatório permite perceber rapidamente se existem dívidas pendentes ou se todos os empréstimos já foram totalmente liquidados. Como interpretar o mapa de responsabilidades de crédito Na imagem acima encontra um exemplo de um mapa de responsabilidades de crédito com os principais campos numerados. Abaixo explicamos o significado de cada elemento presente no relatório. 1. Identificação do titular do mapa No cabeçalho aparecem os dados do titular do mapa de responsabilidades de crédito. Nome Número de identificação fiscal (NIF ou NIPC) País de residência Legal Entity Identifier (LEI), quando aplicável Esta informação confirma a quem pertencem os créditos listados no relatório. 2. Responsabilidades de crédito relativas a uma data Indica o mês e o ano a que se refere o mapa de responsabilidades de crédito. O documento mostra sempre a situação de crédito registada nesse momento específico. 3. Tipo de responsabilidade Mostra qual o papel do titular no contrato de crédito. Devedor — pessoa que pediu o crédito Avalista ou fiador — garante o pagamento caso o devedor falhe 4. Produto financeiro Este campo indica o tipo de crédito associado ao contrato. Ultrapassagem de crédito — utilização de fundos acima do saldo disponível na conta Facilidade de descoberto — limite de crédito associado a uma conta à ordem Cartão de crédito com período de free-float — permite crédito sem juros até à data limite de pagamento Cartão de crédito sem período de free-float — pode gerar juros desde o momento da utilização Cartão de débito diferido — pagamento integral numa data posterior Crédito renovável — o montante pago pode voltar a ser utilizado Crédito não renovável — o montante pago não volta a ficar disponível Locação financeira — contrato de leasing de um bem Crédito à habitação — financiamento para compra ou construção de casa Crédito conexo — crédito associado a um crédito habitação Crédito pessoal — financiamento com prazo e montante definidos Crédito automóvel — financiamento para compra de veículo 5. Tipo de negociação Indica como foi estabelecido o contrato de crédito. Renegociação por prevenção de incumprimento ou incumprimento — o contrato foi renegociado para evitar ou regularizar atrasos Geral — novos contratos, renovações automáticas ou renegociações para melhorar condições 6. Em litígio judicial Indica se existe um processo judicial relacionado com o crédito. a instituição pode recorrer aos tribunais para recuperar a dívida o devedor pode contestar judicialmente o crédito 7. Início e fim do contrato Mostra a data de início do crédito e a data prevista para a sua liquidação. Se aparecer a data 9999-12-31, significa que o contrato não tem uma data de fim definida. 8. Número de devedores no contrato Indica quantas pessoas são responsáveis pelo crédito. Se existirem dois devedores, significa que o empréstimo foi contratado em conjunto e as responsabilidades são partilhadas. 9. Montante total em dívida É o valor total que ainda falta pagar no crédito. Inclui: capital ainda por pagar capital vencido (se existir) juros ou encargos vencidos Não inclui juros futuros que ainda não tenham sido colocados a pagamento. 10. Montante e entrada em incumprimento Indica se existem pagamentos em atraso. Montante em incumprimento — valor total das prestações em atraso Data de entrada em incumprimento — momento do primeiro atraso Se um crédito for classificado como abatido ao ativo, significa que a instituição considera difícil recuperar o valor, embora o devedor continue responsável pelo pagamento. 11. Montante potencial Não é um valor atualmente em dívida, mas que poderá vir a ser utilizado no futuro. limite disponível de cartões de crédito responsabilidades como fiador em créditos de terceiros 12. Prestação e periodicidade A prestação corresponde ao valor que o cliente paga regularmente pelo crédito. A periodicidade indica com que frequência esse pagamento é realizado, sendo normalmente mensal. 13. Garantias Alguns créditos exigem garantias para assegurar o reembolso. Fiança/Aval — um fiador garante o pagamento Imóveis destinados à habitação — hipoteca sobre o imóvel Outras cauções reais — equipamentos, veículos ou outros bens Garantias financeiras — garantias bancárias Além de compreender os campos do mapa de responsabilidades de crédito, é importante perceber como funciona a Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) do Banco de Portugal e como a informação é reportada pelas instituições financeiras. Perguntas frequentes sobre o mapa de responsabilidades de crédito O que é a Central de Responsabilidades de Crédito (CRC)? A Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) é uma base de dados gerida pelo Banco de Portugal que reúne informação sobre os créditos concedidos pelas instituições financeiras aos seus clientes. As instituições que concedem crédito comunicam regularmente ao Banco de Portugal dados sobre os contratos de crédito existentes, permitindo centralizar informação sobre o endividamento de particulares, empresas ou outras entidades. O Banco de Portugal apenas centraliza e disponibiliza a informação agregada, não sendo identificado o local onde o crédito foi concedido nem a instituição que o concedeu. Como funciona a Central de Responsabilidades de Crédito? Todos os meses, as instituições financeiras comunicam ao Banco de Portugal a informação relativa aos contratos de crédito dos seus clientes. São reportados os créditos cujo montante inicial seja superior a 50 euros ou que ultrapassem esse valor ao longo da sua duração. O Banco de Portugal centraliza estes dados e disponibiliza um mapa mensal das responsabilidades de crédito de cada cliente, garantindo sempre a confidencialidade da informação. Que informação é enviada pelas instituições financeiras para a CRC? As instituições que participam na CRC são obrigadas por lei a comunicar ao Banco de Portugal informação sobre os contratos de crédito existentes. Entre os dados comunicados encontram-se: identificação do cliente de crédito tipo de contrato de crédito montantes em dívida eventuais situações de incumprimento garantias associadas ao crédito Esta informação refere-se sempre à situação registada no final de cada mês. De quem é a responsabilidade pela informação que aparece no mapa de crédito? A informação presente no mapa de responsabilidades de crédito é da exclusiva responsabilidade das instituições financeiras que concederam o crédito. O Banco de Portugal apenas centraliza e disponibiliza os dados comunicados pelas entidades participantes. Se existirem erros, omissões ou dados desatualizados, a correção deve ser solicitada diretamente à instituição que reportou a informação. Durante quanto tempo os dados permanecem na CRC? A Central de Responsabilidades de Crédito conserva os dados comunicados pelas instituições durante um período máximo de cinco anos. Mesmo que num determinado mês não exista qualquer dívida ativa, o registo pode continuar a aparecer com a indicação de inexistência de responsabilidades nesse período. Este prazo corresponde apenas ao período de arquivo da informação e não representa um prazo de prescrição das dívidas. Quando é que um crédito deixa de aparecer no mapa de responsabilidades? Um crédito deixa de constar no mapa quando a instituição financeira deixa de o comunicar ao Banco de Portugal. Se uma dívida for totalmente paga num determinado mês, ela deixa de aparecer na centralização referente a esse mês. Por exemplo, se um crédito for liquidado em setembro, já não constará do mapa referente a setembro, que normalmente é disponibilizado no mês seguinte. Quando é atualizado o mapa de responsabilidades de crédito? O mapa de responsabilidades de crédito é atualizado mensalmente. Por norma, o mapa referente a um determinado mês fica disponível no penúltimo sábado do mês seguinte. O que fazer se existir informação errada no mapa de responsabilidades de crédito? Se detetar erros ou informação desatualizada no seu mapa de crédito, deve contactar diretamente a instituição financeira que comunicou essa informação ao Banco de Portugal. Apenas a entidade que concedeu o crédito pode corrigir ou atualizar os dados reportados. Após a correção ser comunicada ao Banco de Portugal, a informação retificada passa a constar da Central de Responsabilidades de Crédito e fica disponível para consulta. Precisa de financiamento para comprar casa? Na Find Approval ajudamos a obter propostas de crédito habitação de vários bancos e a encontrar as condições mais vantajosas. Carrega no botão abaixo, preenche o formulário e um dos nossos gestores irá entrar em contacto para dar início ao processo. Fala connosco
Banca apoia incentivos ao crédito, mas alerta: sem mais casas a crise da habitação não se resolve Posted on 11 de Fevereiro, 2026 by Ricardo Porto Os principais responsáveis da banca reconhecem mérito nas medidas de apoio ao crédito lançadas pelo Governo no âmbito do programa “Construir Portugal”, mas alertam que a crise da habitação não será resolvida sem um aumento significativo da oferta de casas no mercado. A pressão no setor mantém-se elevada: nos últimos três anos, os preços da habitação subiram cerca de 40%, enquanto os salários cresceram apenas cerca de 15%, agravando os problemas de acessibilidade, sobretudo para os jovens. Incentivos ajudam, mas não resolvem o problema estrutural Entre as medidas destacam-se a garantia pública do Estado para jovens até aos 35 anos e a isenção de IMT e Imposto de Selo na compra da primeira habitação. Estas iniciativas permitem reduzir a necessidade de entrada inicial, nomeadamente os tradicionais 10% exigidos na maioria dos financiamentos, facilitando o acesso ao crédito a quem antes ficava excluído. Miguel Maya, CEO do Millennium BCP, afirmou que estas medidas podem ajudar um conjunto de jovens a entrar no mercado, mas não resolvem o problema de fundo. Segundo o banqueiro, existe um claro “desajustamento entre oferta e procura”, defendendo que o problema exige ação concreta e estratégia definida. Também Miguel Belo de Carvalho, administrador do Santander, destacou o impacto das medidas: antes da sua entrada em vigor, cerca de 35% dos novos créditos à habitação eram concedidos a clientes com menos de 35 anos, percentagem que subiu para aproximadamente 50% após a sua implementação. O banco registou cerca de 30 mil jovens com acesso a este tipo de financiamento desde o lançamento dos apoios. Mudanças estruturais: oferta, licenciamento e arrendamento Vários responsáveis do setor defenderam alterações estruturais do lado da oferta. Diogo Louro, administrador do BPI, apontou a necessidade de simplificar e digitalizar processos de licenciamento e reduzir burocracias associadas à construção de novos imóveis. Referiu ainda que o Estado detém um volume significativo de imóveis e terrenos que poderia ser mobilizado para aumentar a oferta habitacional. Luís Pereira Coutinho, administrador da Caixa Geral de Depósitos, afirmou que a garantia pública está a ter adesão superior ao esperado, mas sublinhou a necessidade de uma estratégia clara sobre onde construir, que tipologias privilegiar e que medidas concretas implementar. Alertou ainda para a importância de maior estabilidade jurídica no mercado de arrendamento, defendendo que a incerteza contratual pode afastar proprietários da colocação de imóveis no mercado. O que significa para quem quer comprar casa As medidas atualmente em vigor podem representar uma oportunidade relevante para jovens até aos 35 anos que pretendam adquirir a primeira habitação. No entanto, o acesso ao crédito continua dependente da avaliação individual feita pelas instituições financeiras, considerando rendimentos, estabilidade profissional e taxa de esforço. Facilidade na entrada inicial: A garantia pública pode reduzir a necessidade de poupança para entrada, permitindo ultrapassar a barreira dos 10% tradicionalmente exigidos. Benefícios fiscais: A isenção de IMT e Imposto de Selo diminui os custos iniciais da compra. Oferta continua limitada: Sem aumento consistente da construção e da reabilitação, a pressão sobre os preços poderá manter-se. Responsáveis do setor convergem numa ideia central: facilitar o crédito pode reduzir barreiras financeiras iniciais, mas sem reforço efetivo da oferta habitacional através de construção, reabilitação urbana e dinamização do arrendamento, o impacto das medidas será necessariamente limitado. Está a pensar comprar casa ou transferir o seu crédito? Na Find Approval analisamos a sua situação financeira, avaliamos as condições atuais do mercado e ajudamos a encontrar a solução de crédito mais adequada ao seu perfil. Carregue no botão abaixo, preencha o formulário e um dos nossos especialistas entrará em contacto consigo. Fala connosco Fonte: Eco – “Banca elogia incentivos do Governo mas pede mais casas no mercado para resolver crise na habitação”.
Bancos devolvem prestações pagas desde 28 de janeiro a clientes com moratórias Posted on 6 de Fevereiro, 2026 by Ricardo Porto Algumas instituições bancárias em Portugal anunciaram recentemente a devolução de prestações de crédito pagas por clientes que estavam em situação de moratória após 28 de janeiro de 2026, no âmbito do regime excecional criado na sequência da tempestade Kristin. Esta decisão surge no seguimento das regras publicadas que regem esta moratória específica e as condições excecionais de reembolso aplicáveis às situações reconhecidas pelo diploma. Segundo notícia divulgada pela SIC Notícias, os bancos estão a proceder à restituição de prestações pagas por clientes com moratórias ativas desde essa data, refletindo um ajustamento às normas em vigor no contexto das medidas extraordinárias adotadas após a tempestade e às decisões de entidades reguladoras que procuram reduzir encargos para famílias em situações de dificuldade temporária. Esta medida tende a aliviar a pressão financeira imediata sobre os devedores que recorreram à moratória associada à tempestade Kristin e pagaram algumas prestações depois da data de início do regime. A devolução efetuada pelos bancos será normalmente feita de forma automática ou mediante comunicação direta com os clientes, de acordo com as instruções das instituições credoras. Mau tempo e moratórias: incumprimento só após 90 dias Num outro desenvolvimento relevante, o jornal Público publicou uma análise destacando que apenas há lugar a incumprimento formal se o atraso no pagamento ultrapassar os 90 dias, nos termos previstos na legislação aplicável. Na prática, isto significa que um cliente abrangido por este regime extraordinário que deixe de pagar uma prestação por causa temporária relacionada com os eventos climáticos não é automaticamente considerado em incumprimento enquanto se mantiver dentro dos limites definidos no diploma. Esta norma aplica-se no âmbito da moratória excecional aprovada após a tempestade e funciona como um mecanismo de proteção que evita penalizações imediatas por dificuldades temporárias associadas a esse evento específico. O que significa para quem tem crédito As recentes orientações têm impacto direto para quem está a gerir um crédito à habitação ou outro tipo de financiamento abrangido por este regime extraordinário: Possível devolução de valores pagos: Clientes que estavam em moratória e pagaram prestações após 28 de janeiro de 2026, no contexto da medida excecional ligada à tempestade Kristin, poderão ter direito à restituição desses montantes. Incumprimento não é imediato: No âmbito deste regime, um atraso isolado não configura incumprimento imediato. Apenas após 90 dias de atraso acumulado é que a situação é classificada como tal, nos termos previstos na lei. Para os consumidores, torna-se essencial compreender as regras contratuais e os mecanismos de proteção previstos neste regime específico. A correta interpretação das normas relativas à moratória excecional pode influenciar tanto o historial de crédito como futuras negociações com as instituições financeiras. Precisa de apoio na gestão do seu crédito habitação? Na Find Approval analisamos o seu contrato, avaliamos as condições atuais do mercado e ajudamos a transferir o seu crédito para condições mais vantajosas. Carregue no botão abaixo, preencha o formulário e um dos nossos especialistas entrará em contacto para iniciar o processo. Fala connosco Fontes: SIC Notícias – “Bancos devolvem prestações pagas desde 28 de janeiro a clientes com moratórias”; Público – “Mau tempo: moratória de crédito só é possível para quem não está em incumprimento” .
Avaliação Bancária da Habitação em Portugal atinge 2.025€/m² Posted on 25 de Novembro, 202525 de Novembro, 2025 by Ricardo Porto O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que o valor mediano de avaliação bancária da habitação atingiu 2 025 euros por metro quadrado em outubro de 2025. Trata-se de um novo máximo da série disponível, refletindo um aumento mensal de 30 euros e uma variação homóloga de 17,7%, a mesma registada em setembro. Evolução distinta entre apartamentos e moradias No total, foram consideradas cerca de 33,9 mil avaliações bancárias, um acréscimo de 2,8% face ao mês anterior, apesar de um ligeiro recuo de 2,9% em comparação com outubro de 2024. O segmento dos apartamentos manteve-se como o mais valorizado, com um valor mediano de 2 345 euros/m², traduzindo um aumento anual de 22,1%. Nas moradias, a mediana situou-se nos 1 472 euros/m², o que corresponde a uma subida homóloga de 11,8%. Entre as tipologias de apartamentos, os T1 registaram a maior variação mensal, subindo 58 euros para 3 076 euros/m². Os T2 e T3 aumentaram para 2 425 euros/m² e 2 010 euros/m², respetivamente. No caso das moradias, as principais tipologias também apresentaram crescimentos moderados: T2 para 1 462 euros/m², T3 para 1 442 euros/m² e T4 para 1 560 euros/m². Diferenças regionais mantêm-se bem marcadas A análise territorial evidencia contrastes significativos. A Grande Lisboa continua a apresentar os valores mais elevados do país, situando-se 49,6% acima da mediana nacional. Seguem-se o Algarve (32,9%), a Península de Setúbal (21,3%), a Região Autónoma da Madeira (14,0%), o Alentejo Litoral (9,7%) e a Área Metropolitana do Porto (0,6%). No lado oposto, encontram-se as regiões de Alto Tâmega e Barroso (-53,4%), Alto Alentejo (-53,2%) e Beira Baixa (-50,5%). Em termos mensais, o Norte destacou-se pelo maior aumento (2,5%), enquanto o Alentejo registou a queda mais acentuada (-1,6%). Nos apartamentos, as subidas mais significativas ocorreram nos Açores (6,2%), sendo o Alentejo a única região com descida (-2,3%). Procura mostra sinais mistos Apesar do contínuo aumento dos valores de avaliação, que já se prolonga há quase dois anos, a comparação homóloga no número de avaliações sugere alguma prudência por parte das famílias. Ainda assim, o crescimento face a setembro indica que o mercado mantém dinamismo no curto prazo. Precisa de financiamento para comprar casa? Na Find Approval ajudamos a obter propostas de crédito habitação de vários bancos e a encontrar as condições mais vantajosas. Carrega no botão abaixo, preenche o formulário e um dos nossos irá entrar em contacto para dar início ao processo. Fala connosco Dados obtidos da publicação “Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação”, do Instituto Nacional de Estatística.
INE confirma abrandamento da inflação para 2,3% em outubro Posted on 12 de Novembro, 2025 by Ricardo Porto O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quarta-feira que a taxa de inflação homóloga (IPC) em Portugal abrandou para 2,3% em outubro. Este valor representa uma ligeira descida de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face aos 2,4% registados em setembro. Inflação subjacente acelera Apesar da descida da taxa principal, a inflação subjacente (que exclui produtos com preços mais voláteis, como alimentos não transformados e energia) acelerou ligeiramente para 2,1%, contra 2,0% no mês anterior. A descida da inflação foi influenciada pela variação negativa dos produtos energéticos (-1,2%, face a 0,3% em setembro) e pelo abrandamento dos produtos alimentares não transformados (6,1%, contra 7,0% em setembro). Variação mensal nula Em cadeia (face a setembro), a variação do IPC foi nula (0,0%), um abrandamento significativo face aos 0,9% registados no mês precedente. A variação média dos últimos 12 meses manteve-se nos 2,4%, valor idêntico ao do mês anterior. Comparação Europeia (IHPC) O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, usado para comparação europeia, registou uma variação homóloga de 2,0% (acima dos 1,9% de setembro). Este valor foi 0,1 p.p. inferior ao estimado pelo Eurostat para a área do euro. Excluindo os componentes voláteis, o IHPC em Portugal (1,9%) ficou abaixo da média da zona euro (estimada em 2,4%). A pensar em pedir crédito habitação? Na Find Approval, ajudamos-te a comparar propostas de crédito habitação e a encontrar as condições mais vantajosas. Poupas tempo, dinheiro e ganhas confiança na tua decisão. Fala connosco Dados obtidos da publicação “Índice de Preços no Consumidor – outubro 2025”, do Instituto Nacional de Estatística.
Taxa de juro no crédito à habitação diminuiu para 3,228% Posted on 20 de Outubro, 2025 by Ricardo Porto A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação desceu para 3,228% em setembro de 2025, o que representa uma redução de 7,9 pontos base (p.b.) face a agosto (3,307%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa passou de 2,883% em agosto para 2,873% em setembro, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Pequena descida nas prestações O valor médio da prestação fixou-se em 393 euros, menos um euro do que no mês anterior e menos 11 euros comparativamente a setembro de 2024. A componente de juros representou 49,6% da prestação média, sendo a primeira vez desde maio de 2023 que fica abaixo dos 50%. Nos contratos mais recentes (celebrados nos últimos três meses), a prestação média aumentou 15 euros, para 666 euros, refletindo uma subida homóloga de 7,1%. Tendência de descida das taxas Desde o valor máximo registado em janeiro de 2024 (4,657%), a taxa de juro implícita acumula uma descida de 142,9 p.b. Já nos contratos mais recentes, a diminuição acumulada desde o pico de outubro de 2023 é de 150,7 p.b. Para o destino de Aquisição de Habitação, o mais comum entre os contratos de crédito, a taxa total fixou-se em 3,226%, uma descida de 7,5 p.b. face a agosto. Capital médio em dívida O capital médio em dívida no conjunto dos contratos aumentou 634 euros face ao mês anterior, atingindo 73 496 euros. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio foi de 163 761 euros, mais 2 440 euros do que em agosto. A pensar em pedir crédito habitação? Na Find Approval, ajudamos-te a comparar propostas de crédito habitação e a encontrar as condições mais vantajosas. Poupas tempo, dinheiro e ganhas confiança na tua decisão. Fala connosco Dados obtidos da publicação “Taxas de juro implícitas no crédito à habitação – setembro 2025”, do Instituto Nacional de Estatística.
Inflação abranda para 2,4% em setembro de 2025, segundo o INE Posted on 9 de Outubro, 20259 de Outubro, 2025 by Ricardo Porto A inflação em Portugal diminuiu em setembro de 2025, com a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) a fixar-se em 2,4%, taxa inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior. Segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), este abrandamento é o primeiro após cinco meses consecutivos de aumento. Menor pressão nos preços Os dados do INE indicam que a chamada inflação “subjacente” (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também abrandou, situando-se em 2,0%. Os preços da energia registaram uma variação de 0,3%, enquanto os produtos alimentares não transformados mantiveram-se estáveis, com um aumento de cerca de 7% em termos anuais. Tendência de estabilidade Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,9% (-0,2% em agosto e 1,3% em setembro de 2024). Em média, nos últimos 12 meses, os preços cresceram 2,4%, mostrando uma tendência geral de estabilidade. Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, usado para comparar os países da União Europeia, ficou nos 1,9%, abaixo dos 2,5% registados em agosto. Esta desaceleração é uma boa notícia para os consumidores, já que significa que os preços estão a crescer mais lentamente. Mesmo assim, algumas áreas, como a alimentação, continuam com valores elevados e a pesar no orçamento familiar. Precisas de apoio na escolha do melhor crédito? Na Find Approval, ajudamos-te a encontrar as soluções de financiamento mais adequadas às tuas necessidades. Comparamos condições entre várias instituições, poupamos tempo e dinheiro e damos-te maior segurança na decisão. Fala connosco Notícia adaptada a partir do artigo “Taxa de variação homóloga do IPC estimada em 2,4%”, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística.
Preços das casas registam subida histórica de ~18 % — o que significa para quem quer comprar casa Posted on 2 de Outubro, 2025 by Ricardo Porto Os preços médios de venda de habitação em Portugal registaram uma subida histórica no início de 2025. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), a valorização homóloga no primeiro trimestre atingiu cerca de 18,7 %, representando o crescimento mais elevado desde que existem séries comparáveis. Tanto habitações novas como usadas registaram aumentos significativos, refletindo uma tendência de valorização constante e robusta. Fatores que influenciam a subida de preços A escalada nos preços é impulsionada por vários fatores. A procura por habitação continua elevada, sobretudo nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde a densidade populacional e a procura por serviços e empregos mantém a pressão sobre o mercado. Por outro lado, a oferta não acompanha este ritmo, especialmente no segmento de habitação nova, onde os custos de construção, terrenos e materiais têm aumentado. Este desequilíbrio contribui diretamente para o aumento dos preços finais de venda. Além disso, o interesse de compradores nacionais e estrangeiros reforça a valorização. Os compradores nacionais dominam o mercado, enquanto investidores estrangeiros se concentram em zonas costeiras e regiões com grande procura turística. Este aumento da procura diversificada torna o mercado mais competitivo e pressiona ainda mais os preços. Dados sobre transações de habitação Entre abril e junho de 2025, foram registadas mais de 42 mil transações de habitação, um aumento homólogo de 15,5 %. O valor total das transações ultrapassou os 10 mil milhões de euros, destacando a resiliência do mercado. A maioria destas transações envolveu compradores nacionais, reforçando o peso da procura interna. O que isto significa para quem procura comprar casa Para os compradores, este cenário exige planeamento financeiro cuidadoso. É importante considerar não só o preço de aquisição, mas também encargos como IMT, despesas com notários, registos e comissões bancárias. Simular diferentes cenários de crédito à habitação ajuda a garantir que a prestação mensal seja sustentável. Explorar opções em zonas periféricas ou menos saturadas pode oferecer preços mais acessíveis, sem comprometer a qualidade ou localização. Avaliar o custo por metro quadrado, a qualidade da construção e comparar habitações novas e usadas são passos essenciais para tomar decisões informadas e vantajosas. Planeamento e oportunidades para compradores Apesar da pressão dos preços, ainda existem oportunidades para quem planeia com antecedência. Avaliar todas as opções disponíveis, considerar diferentes localizações e estudar cuidadosamente as condições de crédito são passos cruciais para garantir uma compra sustentável e financeiramente vantajosa. Precisas de ajuda a financiar a tua casa? Na Find Approval, acompanhamos o mercado imobiliário e ajudamos-te a encontrar o crédito habitação mais adequado às tuas necessidades. Garantimos aconselhamento personalizado para tornar a compra da tua casa mais segura e financeiramente sustentável. Fala connosco Notícia baseada nos dados do INE e no artigo do ECO.
Crédito ao consumo cresce quase 14 % em julho — que oportunidades surgem para ti? Posted on 29 de Setembro, 202524 de Setembro, 2025 by Ricardo Porto O crédito ao consumo em Portugal registou um forte crescimento em julho de 2025. Segundo dados recentes, o volume total concedido atingiu 826,9 milhões de euros, um aumento de 13,9 % face ao mês anterior e de 11,4 % em relação a julho de 2024. Estes números confirmam o dinamismo do mercado, com mais portugueses a recorrerem ao financiamento para projetos pessoais, compra de automóveis ou utilização de cartões de crédito. Detalhes por tipo de crédito No segmento de crédito pessoal, o montante concedido alcançou 368,3 milhões de euros, traduzindo uma subida de 12,3 % face ao ano anterior. Já o crédito automóvel registou também uma evolução positiva, crescendo 11,7 % em termos homólogos e atingindo 338,8 milhões. Por sua vez, as linhas de crédito em cartões e descobertos chegaram aos 119,8 milhões de euros, uma progressão de 7,7 % no mesmo período. Evolução no número de contratos O total de contratos de crédito ao consumo celebrados em julho foi de 150.283, o que representa um aumento de 8,7 % face a julho de 2024 e de 9,7 % em comparação com junho deste ano. O destaque vai para o crédito automóvel, que registou a maior variação mensal, com +16,9 % face ao mês anterior. Já os contratos de crédito pessoal cresceram 14,3 % em cadeia, refletindo a procura crescente por esta forma de financiamento. Destaques principais Aumento global de 13,9 % no crédito ao consumo em julho (vs mês anterior). Crédito pessoal e automóvel com as maiores subidas em montantes concedidos. Número de contratos também em crescimento, especialmente no segmento automóvel. Cartões e descobertos com subida mais moderada, mas contributo positivo. O que isto significa para quem procura crédito Estes dados refletem um mercado de crédito ao consumo ativo e em crescimento. Para quem está a pensar pedir financiamento — seja para comprar carro, realizar obras em casa, consolidar dívidas ou dar vida a um projeto pessoal — julho trouxe sinais claros de dinamismo e maior concorrência entre instituições financeiras. No entanto, é fundamental analisar bem as condições: taxas de juro, comissões e prazos podem variar muito de instituição para instituição. Muitas vezes, o aumento da procura leva os bancos a lançar campanhas promocionais ou a oferecer condições especiais, mas convém ter atenção a todas as condições. Mais do que nunca, o planeamento financeiro é essencial para garantir que o crédito não se torna um peso excessivo no orçamento familiar. Precisas de apoio na escolha do melhor crédito? Na Find Approval, ajudamos-te a encontrar as soluções de financiamento mais adequadas às tuas necessidades. Comparamos condições entre várias instituições, poupamos tempo e dinheiro e damos-te maior segurança na decisão. Fala connosco Notícia adaptada a partir do artigo “Crédito ao consumo cresce quase 14 % em julho”, publicado pelo Jornal PT50 em setembro de 2025. Ler artigo original.
IA ajuda bancos a duplicar deteção de fraude em tempo real: rede SWIFT à frente na segurança financeira Posted on 24 de Setembro, 2025 by Ricardo Porto A Sociedade para as Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (SWIFT), em colaboração com 13 bancos internacionais, anunciou ter duplicado a capacidade de deteção de fraude em tempo real graças ao uso de inteligência artificial (IA). Os testes envolveram cerca de 10 milhões de transações simuladas e demonstraram resultados significativamente mais eficazes do que os modelos tradicionais baseados apenas em dados internos de cada instituição. Como a IA está a transformar a segurança financeira A utilização de tecnologias avançadas de IA, combinadas com métodos de proteção de dados, permitiu identificar transações suspeitas sem comprometer a privacidade dos clientes. Um dos pontos centrais foi o uso de Privacy-Enhancing Technologies (PET), que possibilitam a partilha segura de informações entre bancos. Paralelamente, a aprendizagem federada — um modelo descentralizado de IA — permitiu treinar os algoritmos diretamente em cada instituição, sem que os dados pessoais saíssem do banco de origem. Com este modelo colaborativo, a eficácia na deteção de fraudes conhecidas foi duas vezes superior em comparação com os sistemas isolados. Isto significa que as instituições financeiras podem reduzir o tempo de reação de horas ou dias para apenas minutos, um avanço crucial para travar esquemas fraudulentos antes de provocarem prejuízos elevados. Os bancos e parceiros envolvidos no projeto Entre os bancos participantes estiveram o ANZ (Nova Zelândia), o BNY Mellon (EUA) e o Intesa Sanpaolo (Itália). O projeto contou ainda com o apoio tecnológico de empresas como a Google Cloud, reforçando a ligação entre o setor financeiro e os maiores players tecnológicos mundiais. Estes testes reforçam a importância da colaboração internacional na luta contra o crime financeiro, que em 2023 custou ao setor cerca de 485 mil milhões de dólares. Responsáveis das instituições envolvidas destacaram que a fraude nos pagamentos transfronteiriços é um desafio global, gerando custos significativos e aumentando a fricção nas operações financeiras. Segundo a SWIFT, a criação de uma rede colaborativa com recurso a IA representa uma defesa mais robusta do que a de qualquer banco isolado. Próximos passos: testes com dados reais Após os resultados positivos dos testes com dados sintéticos, a SWIFT pretende expandir a participação de instituições e avançar para uma segunda fase de experiências com dados reais. O objetivo é comprovar a eficácia da combinação IA + PET + aprendizagem federada em ambiente operacional, permitindo um impacto direto na redução da fraude financeira internacional. Para os especialistas do setor, trata-se de um marco importante na modernização da segurança bancária e um exemplo de como a tecnologia pode criar soluções eficazes sem abrir mão da proteção da privacidade dos clientes. Porque isto importa também para os clientes bancários A implementação de sistemas de deteção de fraude mais rápidos e eficazes aumenta a confiança dos consumidores nas transações financeiras, especialmente em pagamentos internacionais. Para as famílias e empresas, isto traduz-se em maior segurança e menor risco de perdas associadas a esquemas fraudulentos. Embora a tecnologia seja aplicada ao nível das grandes instituições, o impacto positivo é sentido em todo o ecossistema financeiro. Procura melhores soluções no crédito à habitação? Na Find Approval, acompanhamos de perto as tendências do setor financeiro e ajudamos os nossos clientes a encontrar o crédito mais vantajoso. A nossa equipa de intermediários de crédito trabalha consigo para reduzir custos, simplificar processos e garantir maior segurança financeira. Saiba mais Notícia baseada no artigo “Rede SWIFT e 13 bancos internacionais duplicaram deteção de fraude com recurso a IA”, publicado pelo Jornal PT50 em 15 de setembro de 2025. Fonte: Jornal PT50.
Taxa de Juro no Crédito à Habitação Cai para 3,307% em Agosto de 2025 Posted on 19 de Setembro, 2025 by Ricardo Porto O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que a taxa de juro implícita no crédito à habitação desceu para 3,307% em agosto de 2025, menos 7,8 pontos base face a julho (3,385%). Este valor representa uma queda significativa em relação ao máximo registado em janeiro de 2024 (4,657%). Evolução recente das taxas de juro Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro passou de 2,897% em julho para 2,883% em agosto, acumulando uma redução de quase 150 pontos base desde o pico observado em outubro de 2023. Estes números confirmam a tendência de alívio gradual no custo do financiamento da habitação em Portugal. Impacto nas prestações mensais O valor médio da prestação mensal manteve-se em 394 euros, igual ao mês anterior e menos 10 euros do que em agosto de 2024. Já nos contratos mais recentes, a prestação subiu para 651 euros, mais 16 euros que em julho, refletindo um aumento homólogo de 5,5%. Em agosto, cerca de 51% da prestação correspondia a juros (199 euros), enquanto 49% (195 euros) dizia respeito a capital amortizado. Apesar da descida das taxas, o peso dos juros continua elevado. Capital médio em dívida O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos aumentou 592 euros face a julho, atingindo 72.862 euros. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio subiu para 161.321 euros, mais 1.768 euros que no mês anterior. Porque isto é relevante para quem procura crédito à habitação A descida gradual das taxas de juro pode representar um alívio para os orçamentos familiares, sobretudo para quem contrata novo crédito à habitação. Embora as prestações ainda se mantenham em níveis elevados, a tendência de queda abre espaço para melhores condições de financiamento no futuro. Quer aproveitar as melhores condições no crédito à habitação? Na Find Approval, acompanhamos a evolução das taxas de juro e ajudamos os clientes a encontrar o financiamento mais vantajoso. A nossa equipa apoia-o para reduzir o peso da prestação mensal e garantir maior segurança financeira a longo prazo. Fale connosco
Jovens mantêm isenção de IMT mesmo ao vender e comprar nova casa Posted on 17 de Setembro, 2025 by Ricardo Porto A Autoridade Tributária esclareceu que os jovens até aos 35 anos que beneficiam da isenção de IMT (Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis) mantêm o benefício mesmo que vendam a sua casa e adquiram uma nova habitação própria e permanente. Esta exceção aplica-se mesmo que não tenham cumprido os tradicionais seis anos exigidos para manter a isenção. Como funciona a isenção do IMT Jovem Segundo a informação vinculativa da AT, a simples venda do imóvel adquirido com isenção, seguida da compra de um novo imóvel destinado a habitação própria e permanente no prazo de seis meses, não resulta na caducidade automática do benefício. Ou seja, os jovens continuam a beneficiar da isenção do IMT, desde que cumpram os requisitos legais definidos para o regime IMT Jovem. Além disso, alterações no agregado familiar — como casamento ou mudança de residência para mais de 100 km — não invalidam o benefício, desde que o imóvel continue a ser utilizado como habitação própria e permanente. Limites de valor aplicáveis A isenção total do IMT aplica-se a imóveis até ao 4.º escalão da tabela do IMT, atualmente correspondente a 324.058 euros. Para valores entre 324.058 euros e 648.022 euros, aplica-se uma taxa de 8% sobre a diferença. Exceções e pontos importantes A lei prevê que, normalmente, a isenção caduca se o imóvel deixar de ser utilizado como habitação própria e permanente antes de seis anos. No entanto, a venda do imóvel é considerada uma exceção expressa, não levando à perda do benefício. A aquisição de um novo imóvel para habitação própria e permanente após a venda também não afeta a isenção. Em resumo, os jovens que beneficiaram da isenção do IMT mantêm o incentivo fiscal mesmo perante: Venda do imóvel antes dos seis anos; Alterações no agregado familiar; Mudança de residência para mais de 100 km. Porque é que isto é relevante para quem procura casa O regime IMT Jovem é uma oportunidade significativa para jovens compradores reduzirem os custos iniciais de aquisição da sua primeira casa. Com a possibilidade de vender e adquirir nova habitação sem perder a isenção, torna-se mais fácil planear a compra de imóveis adequados às necessidades familiares e profissionais. Quer aproveitar ao máximo a sua isenção IMT? Na Find Approval, ajudamos jovens compradores a planear a compra da primeira habitação, aproveitando todos os benefícios fiscais disponíveis, como a isenção do IMT Jovem. A nossa equipa orienta-o para que obtenha as melhores condições de crédito à habitação, garantindo poupança e segurança financeira. Fale connosco
Portugueses menos satisfeitos com as finanças Posted on 29 de Agosto, 202527 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto Os portugueses atribuíram, em 2022, uma nota média de 6 pontos à sua situação financeira, numa escala de 0 a 10, de acordo com dados do Eurostat. Este valor situa Portugal abaixo da média da União Europeia, que se fixou em 6,6 pontos, refletindo uma perceção de menor satisfação face à situação financeira comparativamente com outros cidadãos europeus. Em termos regionais, Portugal apresenta uma avaliação semelhante aos países vizinhos, mas ligeiramente menos favorável: em Espanha a nota média foi de 6,3 pontos e em França 6,4 pontos. Contrastes entre países europeus O estudo do Eurostat revela ainda disparidades significativas entre os Estados-membros. Os níveis mais altos de satisfação financeira foram registados nos Países Baixos e na Finlândia, ambos com 7,6 pontos, seguidos da Suécia (7,4) e da Áustria (7,3). No extremo oposto, destacam-se a Bulgária (4,6 pontos), a Grécia (5,3 pontos) e a Croácia (5,7 pontos). Porque é que isto importa? O índice de satisfação financeira é um indicador importante do bem-estar económico das populações. Valores abaixo da média europeia indicam uma perceção de menor segurança financeira, o que pode influenciar decisões sobre poupança, consumo e investimento, incluindo a forma como os portugueses planeiam adquirir habitação. Quer as melhores condições para o seu crédito habitação? Mesmo em tempos de incerteza financeira, pode garantir que o seu crédito habitação está otimizado. Na Find Approval ajudamos a encontrar as melhores taxas e condições, para poupar no presente e planear o seu futuro com confiança. Fale connosco Fonte da informação Conteúdo adaptado a partir de dados do Eurostat sobre a satisfação financeira dos cidadãos europeus em 2022. Consulte os dados originais.
Taxa de juro no crédito à habitação desce para 3,385% em julho de 2025 Posted on 27 de Agosto, 202527 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,385% em julho de 2025. Este valor traduz uma descida de 9,4 pontos base (p.b.) face a junho (3,479%) e representa uma redução acumulada de 127,2 p.b. desde o máximo registado em janeiro de 2024 (4,657%). Evolução recente das taxas de juro Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 2,951% em junho para 2,897% em julho. Em termos acumulados, desde o máximo registado em outubro de 2023, a queda atinge 148,3 p.b. No caso específico do financiamento para Aquisição de Habitação — o mais representativo no crédito à habitação — a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 3,377% (-8,9 p.b. face a junho). Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, fixou-se em 2,895%, menos 5,3 p.b. que no mês anterior. Prestação média Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 394 euros em julho, o mesmo que em junho e menos 11 euros (-2,7%) face a julho de 2024. Do total da prestação, 202 euros (51%) correspondem a juros e 192 euros (49%) a amortização de capital. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média registou uma subida de 5 euros face ao mês anterior, atingindo 636 euros. Em termos homólogos, este valor representa uma subida de 3,9%. Capital médio em dívida O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação aumentou 593 euros em julho, face a junho, fixando-se em 72 270 euros. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida atingiu 159 553 euros, mais 2 203 euros que no mês anterior. Porque é que isto é importante? A descida das taxas de juro implícitas no crédito à habitação, em especial no financiamento para aquisição de habitação, é um sinal positivo para as famílias portuguesas. Embora as prestações se mantenham estáveis ou subam ligeiramente em alguns contratos mais recentes, a redução dos juros permite maior previsibilidade no orçamento familiar e pode representar uma oportunidade para renegociar ou contratar novos créditos em condições mais favoráveis. Quer poupar na sua prestação? Na Find Approval, ajudamos a analisar o seu crédito à habitação e a encontrar soluções que lhe permitam reduzir a prestação mensal ou melhorar as condições do seu contrato. Com a nossa equipa, pode transformar a descida das taxas de juro numa vantagem real para o seu orçamento. Contacte-nos e saiba mais! Fale connosco
Número de Trabalhadores com Remuneração Superior a €3.000 Duplica em apenas 2 Anos Posted on 22 de Agosto, 202522 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto De acordo com uma análise da Randstad Portugal ao Inquérito ao Emprego do INE, o número de profissionais que recebem mais de 3 000 € líquidos por mês quase duplicou entre 2023 e 2025, passando de 51 800 para 98 300 pessoas — um novo máximo histórico para este patamar salarial em Portugal. Apesar do crescimento expressivo, este grupo continua a representar apenas cerca de 2% da população empregada por conta de outrem, evidenciando que a evolução salarial permanece concentrada numa minoria. Ainda assim, a tendência reflete o aumento da competitividade em determinados setores do mercado de trabalho. Desigualdades salariais persistentes A análise sublinha que as disparidades entre categorias profissionais continuam marcantes. Enquanto “executivos e diretores” recebem em média 63% acima da remuneração média nacional, trabalhadores não qualificados auferem 37% abaixo e os agricultores 27% abaixo desse valor. No segundo trimestre de 2025, a remuneração líquida média nacional situou-se em 1 264 €, um aumento homólogo de 1,1% segundo os dados do INE. O estudo refere ainda que, no mesmo período, as Forças Armadas registaram os maiores aumentos salariais trimestrais (+13,2%) e homólogos (+18,9%). Profissões com maior crescimento Nos últimos dez anos, algumas categorias destacaram-se pela evolução positiva dos salários: Forças Armadas: + 71,6% Operadores de instalações e máquinas: + 67,9% Trabalhadores não qualificados: + 66,6% Em contrapartida, setores como “trabalhadores dos serviços pessoais e vendedores” e “trabalhadores da indústria e construção” registaram recentemente ligeiras quebras, de cerca de -0,6%. Mercado de trabalho em expansão O estudo da Randstad evidencia ainda que Portugal atingiu um novo máximo histórico de emprego, com 5 248 300 pessoas empregadas. A taxa de desemprego recuou para 5,9% — o valor mais baixo desde 2023. O maior contributo veio dos setores de serviços, nomeadamente alojamento e restauração (+6,7%) e logística (+6,9%). O crescimento também se refletiu em diferentes faixas etárias: entre os 25 e os 34 anos (+18 000 pessoas empregadas) e entre os 65 e os 89 anos (+16 800 pessoas, +7,5%). O papel do teletrabalho Outro dado relevante é o aumento do teletrabalho, que passou a abranger 12 800 profissionais, representando 20,9% da população empregada. Lisboa é a região onde o trabalho remoto é mais expressivo (32,7%), enquanto os Açores apresentam a menor taxa (9,1%). “Estamos a assistir a um claro crescimento da massa salarial nas faixas superiores, o que indica um aumento da competitividade e atratividade de alguns setores. No entanto, este progresso não está a ser acompanhado de forma homogénea e muitas profissões continuam a registar remunerações estagnadas ou abaixo da média nacional.”Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal Porque é que isto é importante? O aumento do número de trabalhadores com salários acima dos 3 000 € é um sinal positivo de valorização em algumas áreas, mas também expõe desigualdades persistentes no mercado laboral. O desafio passa por garantir que o crescimento económico e salarial beneficie um maior número de profissionais, reduzindo as disparidades entre setores e categorias profissionais. Quer acompanhar as tendências do mercado de trabalho? Com a evolução dos rendimentos e a descida recente das taxas de juro, este pode ser o momento certo para rever o seu crédito habitação. Na Find Approval ajudamos a renegociar condições em empréstimos já contratados ou a encontrar a melhor solução se está a pensar comprar casa. Poupe no presente e prepare melhor o futuro. Fale connosco Fonte da informação Conteúdo adaptado a partir do artigo “Trabalhadores a ganhar mais de três mil euros duplicaram em dois anos em Portugal”, publicado pelo Jornal Económico, com base em dados do INE e da Randstad. Leia o artigo original.
Taxa de Esforço para Arrendar Casa em Portugal Atinge 83% no 2.º Trimestre Posted on 18 de Agosto, 202518 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto De acordo com o Jornal Económico, com base em dados do portal idealista, a taxa de esforço para arrendar uma casa em Portugal atingiu 83% no segundo trimestre de 2025, um aumento de 1 ponto percentual face aos 82% registados no mesmo período de 2024. Já para a compra de habitação, a taxa de esforço manteve-se estável nos 71%, evidenciando um contraste significativo entre os custos de arrendamento e de aquisição de casa própria. Variações por cidade As taxas de esforço para arrendamento variaram bastante entre cidades portuguesas: Faro: Aumento de 70% para 90% (+20 p.p.). Ponta Delgada: +15 p.p. Guarda: +4 p.p. Funchal: +3 p.p. Braga e Aveiro: +2 p.p. Leiria e Viseu: +1 p.p. Por outro lado, algumas cidades registaram quedas na taxa de esforço para arrendamento: Beja: -8 p.p. Santarém: -7 p.p. Lisboa, Setúbal e Viana do Castelo: -3 p.p. cada. Cidades mais e menos pressionadas As cidades com as taxas de esforço mais elevadas para arrendamento são: Faro: 90% Funchal: 89% Lisboa: 83% Ponta Delgada: 75% Porto: 71% Setúbal: 58% Braga: 55% As cidades onde o arrendamento pesa menos no orçamento familiar incluem: Castelo Branco e Guarda: 34% Beja e Portalegre: 35% Apesar disso, todas as capitais de distrito apresentam taxas de esforço superiores ao limite recomendado de 33%, o que demonstra o desafio generalizado no acesso à habitação por arrendamento. Compra de habitação: um cenário diferente Para a compra de casa, a taxa de esforço nacional permaneceu nos 71%. No entanto, houve variações regionais. Setúbal registou o maior aumento, passando de 49% para 55% (+6 p.p.). Outras cidades com subidas incluem Santarém (+4 p.p.), Ponta Delgada (+3 p.p.), Lisboa (+2 p.p.), Aveiro e Guarda (+1 p.p.). Por outro lado, 12 cidades registaram diminuições na taxa de esforço para compra, com destaque para: Funchal e Vila Real: -14 p.p. Faro e Bragança: -10 p.p. Porto: -8 p.p. As cidades com maior taxa de esforço para comprar casa são Lisboa (108%), Faro e Funchal (96% cada). Contudo, em cidades como Vila Real (27%), Beja (23%), Portalegre (22%), Bragança (22%), Guarda e Castelo Branco (17% cada), a compra é mais acessível, com taxas abaixo do limite recomendado de 33%. O acesso à habitação por arrendamento está cada vez mais difícil, enquanto a compra de casa pode ser uma alternativa mais viável em algumas regiões, especialmente com a recente queda dos juros no crédito habitação.Análise do portal idealista Porque é que isto é importante? A subida da taxa de esforço para arrendamento reflete um mercado habitacional desafiante, especialmente em cidades como Faro, Funchal e Lisboa. No entanto, a estabilidade na taxa de esforço para compra de habitação, aliada à descida dos juros no crédito habitação, sugere que comprar casa pode ser uma opção mais acessível para muitas famílias. Este é o momento ideal para avaliar as suas opções e considerar a transição do arrendamento para a propriedade. Pronto para ter a sua própria casa? Na Find Approval, ajudamos a avaliar a sua capacidade financeira e a encontrar as melhores soluções de crédito habitação. Com a nossa ajuda, pode dar o passo para sair do arrendamento e tornar-se proprietário. Contacte-nos agora e descubra as suas opções! Fale connosco Fonte da informação Conteúdo adaptado a partir do artigo “Taxa de esforço para arrendar sobe para 83% no segundo trimestre”, publicado pelo Jornal Económico, com base em dados do idealista, a 24 de julho de 2025. Leia o artigo original.
Preços dos Seguros Globais caem 4 % no 2.º trimestre: tendência que abre oportunidades para os consumidores Posted on 14 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto De acordo com o mais recente Global Insurance Market Index, divulgado pela corretora Marsh, os preços dos seguros comerciais a nível global registaram uma queda média de 4% no segundo trimestre de 2025. Este é o quarto trimestre consecutivo de descida, após sete anos de aumentos constantes, trazendo benefícios para os consumidores, incluindo em Portugal. A redução foi observada em quase todas as regiões, com destaque para uma queda de 11% no Pacífico e 6% no Reino Unido, enquanto a Europa e o Canadá registaram descidas de cerca de 4%. Outros mercados, como Ásia, América Latina e Caribe, Índia, Médio Oriente e África, apresentaram quedas de aproximadamente 5%. Porque é que isto é relevante para si? A descida dos preços dos seguros reflete um mercado mais competitivo, o que é uma excelente notícia para quem procura soluções de seguros em Portugal. Esta tendência traduz-se em: Preços mais acessíveis para seguros de danos materiais, cibersegurança e outros. Melhores opções de cobertura, com condições mais flexíveis. Oportunidade para rever e otimizar as suas apólices de seguro. Os seguros de danos materiais lideraram a queda, com uma redução global de 7%, especialmente no Pacífico (13%) e nos EUA (9%). Os seguros de cibersegurança caíram 7%, com descidas expressivas na América Latina e Caribe (17%) e na Europa (15%). Já os seguros de responsabilidade civil aumentaram 4% globalmente, impulsionados por um aumento de 9% nos EUA, devido à elevada frequência e gravidade dos sinistros. A crescente concorrência entre seguradoras está a proporcionar preços mais competitivos e opções de cobertura mais amplas.Luís Sousa, Diretor de Placement da Marsh Portugal. Impacto no mercado português Em Portugal, a queda de 4% nos preços dos seguros na Europa, aliada à maior concorrência entre seguradoras, cria um momento favorável para os consumidores. No entanto, a Marsh alerta para a necessidade de monitorização contínua, especialmente face a riscos como catástrofes naturais, que podem inverter estas tendências. Encontre os melhores seguros com a nossa ajuda Na Find Approval, monitorizamos as tendências do mercado de seguros para garantir que encontra as melhores soluções. A nossa intermediação é transparente e adaptada às suas necessidades. Se procura obter as melhores condições, este é o momento ideal para comparar. Solicitar Contacto Fonte da Informação Conteúdo adaptado a partir do artigo “Marsh afirma que preços dos seguros continuam a descer a nível global: 4% no segundo trimestre”, publicado pela ECO a 24 de julho de 2025. Leia o artigo original.
Bancos Portugueses Entre os Mais Resilientes da Europa, Revela Teste de Stress da EBA Posted on 12 de Agosto, 202512 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto Os bancos do Sul da Europa, incluindo instituições portuguesas como a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Millennium BCP, destacaram-se como os mais resilientes nos testes de stress de 2025 realizados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA), segundo a agência de rating DBRS Morningstar. Estes testes avaliam a capacidade dos bancos de resistir a cenários económicos adversos, e os resultados reforçam a solidez do setor bancário em Portugal. A DBRS destaca que os bancos do Sul da Europa registaram as menores perdas de capital e melhorias significativas face aos testes de 2023. Este desempenho reflete a robustez financeira alcançada após dois anos de rentabilidade sólida (2023 e 2024) e a melhoria na qualidade dos ativos, especialmente em Portugal, Espanha, Itália e Grécia. Porque é que isto é relevante para si? A estabilidade dos bancos portugueses é uma excelente notícia para quem procura soluções de crédito à habitação, crédito pessoal ou consolidação de dívidas. Este desempenho traduz-se em: Maior confiança no sistema financeiro português. Condições de crédito mais competitivas e acessíveis. Menor risco em cenários económicos desafiantes. O sucesso dos bancos deveu-se, em parte, à forte rentabilidade recente e à exposição a empréstimos com taxas de juro variáveis, que beneficiaram do contexto de taxas de referência elevadas no cenário adverso da EBA, projetado para 2025-2027. Os bancos do Sul da Europa demonstraram fundamentos sólidos, mas não prevemos uma redução significativa nos requisitos de capital.María Jesús Parra, Vice-Presidente da área de Ratings da DBRS Morningstar. Impacto no setor bancário português Os testes de stress revelaram que os bancos portugueses apresentaram uma perda de capital de apenas 53 pontos base, a menor entre os países analisados, com um rácio CET1 de 17,92% no final de 2027 no cenário adverso. Este progresso, aliado a upgrades nas classificações de crédito de 21 bancos do Sul da Europa desde 2023, reforça a resiliência do setor. Acompanhamos o mercado para o apoiar melhor Na Find Approval, monitorizamos os indicadores económicos e a evolução do setor bancário para garantir decisões informadas. A nossa intermediação de crédito é transparente e adaptada às suas necessidades. Se procura crédito à habitação, crédito pessoal ou consolidação de créditos, este é o momento ideal para explorar as melhores opções do mercado. Solicitar Contacto Fonte da Informação Conteúdo adaptado a partir do artigo “Southern European Banks Outperform Most European Peers Under the Adverse Scenario of EBA’s 2025 Stress Test”, publicado pela Morningstar DBRS a 6 de agosto de 2025. Leia o relatório original.
Tendências recentes no crédito à habitação: qual o verdadeiro custo para os mutuários? Posted on 7 de Agosto, 20256 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto Em julho de 2025, o valor médio dos empréstimos à habitação em Portugal alcançou 201 144 €, um aumento de 23,2% face aos 163 264 € registados em janeiro, segundo dados recentes. Este crescimento reflete a dinâmica do mercado imobiliário e a maior disposição dos consumidores para investir em habitação. Fatores que impulsionam o mercado O mercado de crédito à habitação mantém-se robusto, com prazos longos a dominar: cerca de 40% dos contratos têm maturidades entre 36 e 40 anos, permitindo prestações mais acessíveis, mas prolongando o custo total. A tipologia T3 continua a ser a mais procurada, representando quase metade dos empréstimos concedidos. No que toca às taxas, a taxa mista destaca-se, sendo escolhida em mais de 80% dos novos contratos, com a Euribor a 12 meses como indexante principal em cerca de 73% dos casos no primeiro trimestre de 2025. Os spreads médios em contratos de taxa variável desceram para 0,89% em 2024, um valor historicamente baixo, impulsionado pela concorrência entre bancos. A taxa mista oferece estabilidade inicial e flexibilidade futura, sendo uma escolha popular entre os mutuários. Crescimento do crédito e adesão dos jovens Em maio de 2025, o stock total de crédito à habitação atingiu 106,1 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde agosto de 2008, com um aumento de 960 milhões de euros face a abril. A adesão de jovens até 35 anos tem sido notável, representando 44% dos novos contratos no início do ano, impulsionada por incentivos como isenções de IMT e imposto de selo, além da garantia pública que permite financiar até 100% do valor do imóvel. Desafios e considerações para 2025 Apesar das condições favoráveis, como spreads reduzidos e incentivos para jovens, os prazos longos e o aumento dos valores dos empréstimos levantam questões sobre a sustentabilidade da dívida. Os mutuários devem avaliar cuidadosamente os custos totais e os riscos associados, especialmente num contexto de preços imobiliários elevados. Crescimento de 23,2% no valor médio dos empréstimos desde janeiro. Prazos de 36 a 40 anos em 40% dos contratos. Predominância da taxa mista e Euribor a 12 meses. Spreads médios de 0,89% em 2024, refletindo concorrência bancária. Forte adesão de jovens, apoiada por incentivos fiscais e garantias estatais. O que significa para os mutuários? O mercado atual oferece oportunidades, como taxas competitivas e incentivos para jovens, mas exige uma análise cuidadosa. Prazos longos podem reduzir prestações mensais, mas aumentam o custo total do crédito. Para quem considera comprar casa, este é um momento estratégico para comparar opções de financiamento e garantir as melhores condições. Transfira o seu Crédito Habitação e Poupe! Acha que está a pagar demasiado pelo seu crédito habitação? Com a nossa ajuda, pode transferir o seu crédito e reduzir as prestações mensais. Descubra as melhores condições do mercado recorrendo aos nossos serviços gratuitos de Intermediação de Crédito. Submeta os seus dados e receba um contacto personalizado de um Gestor de Crédito. Solicitar Contacto Fonte da Informação Conteúdo adaptado a partir da notícia “As novas tendências do crédito à habitação. Está a pagar demais?”, publicada pelo Jornal Económico / Sapo em julho de 2025.
Economia recupera no 2.º trimestre com crescimento de 1,9 % em termos homólogos Posted on 5 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto No segundo trimestre de 2025, a economia de Portugal registou um crescimento de 1,9% face ao mesmo período de 2024, acelerando em relação ao 1,7% do trimestre anterior. Comparado com os primeiros três meses do ano, o PIB aumentou 0,6%, recuperando de uma queda de 0,4%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este desempenho foi impulsionado pelo consumo privado e pela recuperação das exportações, com destaque para o setor do turismo. O que Está a Impulsionar a Recuperação? A retoma económica foi apoiada por um consumo privado robusto, com os portugueses a gastarem mais devido à confiança no mercado de trabalho estável. As exportações, especialmente de serviços como o turismo, também cresceram, beneficiando da procura em mercados europeus. Regiões como Lisboa e Algarve continuam a liderar, com forte atividade económica nos serviços e no turismo. A recuperação das exportações, especialmente no turismo, foi essencial para o crescimento económico em 2025. Perspetivas e Desafios para 2025 Apesar do crescimento, o Banco de Portugal reduziu a sua previsão para 2025 para 1,6%, face a incertezas globais, como tensões comerciais. O Governo, por sua vez, mantém uma estimativa mais otimista de 2,1%, apoiada em projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Comparado com outros países da zona euro, como a Alemanha (-0,1%) e a Itália (-0,1%), Portugal destaca-se, embora fique atrás da vizinha Espanha (+0,7%). Crescimento do PIB: 1,9% homólogo e 0,6% em cadeia. Motores: Consumo privado e exportações, com destaque para o turismo. Previsão Banco de Portugal: 1,6% para 2025. Previsão do Governo: 2,1% para 2025. O que Significa para os Portugueses? Este crescimento traz oportunidades, como mais empregos e maior poder de compra, mas exige planeamento financeiro cuidado face às incertezas globais. Para quem planeia investir ou comprar casa, este é um momento ideal para explorar opções de crédito habitação com taxas competitivas. Os nossos Gestores de Crédito podem ajudá-lo a encontrar a melhor solução. Simule o Seu Crédito Habitação Agora! Não perca tempo! Descubra as melhores condições para o seu investimento imobiliário com o nosso simulador de crédito online. Submeta os seus dados e receba um contacto personalizado de um Gestor de Crédito. Já considerou comprar casa este ano? Simular Agora Fonte da Informação Conteúdo baseado em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e na cobertura da Reuters.
Novo máximo histórico: avaliação bancária da habitação chega a 1 911 €/m² em junho Posted on 1 de Agosto, 20251 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto Avaliação Bancária de Habitação Atinge Recorde em Portugal 2025 Em junho de 2025, o valor mediano de avaliação bancária para compra de habitação em Portugal alcançou os 1.911 €/m², um aumento de 25 €/m² face aos 1.886 €/m² registados em maio, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este marco reflete a dinâmica contínua do mercado imobiliário português, com um crescimento de 18,1% comparado com junho de 2024, consolidando a tendência de valorização. Evolução do Mercado Imobiliário: De 2024 a 2025 Em 2024, o mercado imobiliário já exibia forte crescimento. O INE reportou cerca de 140.000 avaliações bancárias no âmbito do crédito à habitação, um aumento de 32,1% face a 2023, o maior registo desde 2009. Estas avaliações representaram 89,7% das transações de alojamentos familiares, com o valor mediano subindo 9,3%. Em 2025, esta trajetória culminou no recorde de 1.911 €/m², o valor mais elevado da série histórica. Preços da Habitação em 2024: Uma Visão Regional Em 2024, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi de 1.777 €/m², um aumento de 10,3% face a 2023. Regiões como Grande Lisboa (2.939 €/m²), Algarve (2.752 €/m²), Região Autónoma da Madeira (2.395 €/m²), Península de Setúbal (2.117 €/m²) e Área Metropolitana do Porto (1.986 €/m²) superaram a mediana nacional. A nível municipal, Lisboa liderou com 4.340 €/m², seguida por Cascais (4.053 €/m²), Oeiras (3.471 €/m²) e Lagos (3.452 €/m²). Lisboa e Algarve destacam-se com preços que refletem a forte procura e o interesse de investidores estrangeiros. Fatores por Trás da Valorização Imobiliária Procura Elevada em Regiões-Chave Áreas urbanas e turísticas, como Lisboa e Algarve, continuam a atrair compradores devido à qualidade de vida e oportunidades económicas. Em 2024, 54 municípios apresentaram preços acima da mediana nacional, com grande concentração na Grande Lisboa e Algarve. Condições Favoráveis de Crédito Taxas de juro competitivas e maior acesso a crédito habitação impulsionaram a procura, com avaliações bancárias crescendo mais que transações em 2024. Investimento Estrangeiro Compradores estrangeiros pagaram 2.432 €/m² por alojamentos novos em 2024, contra 1.747 €/m² por nacionais, com Lisboa registando 5.771 €/m² para estrangeiros, evidenciando o impacto do capital externo. Novos vs. Usados: Diferenças de Preço Em 2024, alojamentos novos tiveram um preço mediano de 2.147 €/m², enquanto os usados ficaram em 1.689 €/m². Em Cascais, a diferença atingiu 1.260 €/m², com novos a 5.132 €/m² e usados a 3.872 €/m². Esta tendência reforça a preferência por propriedades novas em mercados premium. Comparação com o Índice de Preços da Habitação O Índice de Preços da Habitação (IPHab) e o valor mediano de avaliação bancária mostram dinâmicas semelhantes. Em 2024, o valor mediano cresceu 9,3%, ligeiramente acima dos 9,1% do IPHab. No último trimestre, a taxa de variação homóloga do valor mediano atingiu 13,7%, contra 11,6% do IPHab. Preço mediano 2024: 1.777 €/m², aumento de 10,3%. Lisboa: 4.340 €/m², o município mais caro. Novos vs. usados: 2.147 €/m² vs. 1.689 €/m². Investimento estrangeiro: 2.432 €/m² para novos. Crescimento 2024: 140.000 avaliações, +32,1%. Como Comprar Casa num Mercado em Alta? Com preços a atingir níveis recorde em 2025, comprar casa exige planificação financeira cuidada. A valorização sugere que investir agora pode ser vantajoso, especialmente em regiões como Lisboa e Algarve, mas os preços elevados requerem soluções de financiamento bem avaliadas. Os nossos Gestores de Crédito especializados podem ajudá-lo a encontrar as melhores opções de crédito adaptadas ao seu orçamento. Simule o Seu Crédito Habitação Agora! Não perca tempo! Descubra as melhores condições para o seu investimento imobiliário com o nosso simulador de crédito online. Submeta os seus dados e receba um contacto personalizado de um Gestor de Crédito. Já considerou comprar casa este ano? Simular Agora Fonte da Informação Conteúdo baseado em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Famílias jovens beneficiam de 2,1 mil milhões € em crédito jovem com garantia do Estado em 2025 Posted on 30 de Julho, 202531 de Julho, 2025 by Ricardo Porto Crédito jovem com garantia do Estado em 2025 Entre janeiro e junho de 2025, foram contratados aproximadamente 2,1 mil milhões de euros em crédito à habitação ao abrigo da garantia pública do Estado, destinada a jovens até aos 35 anos, com limite de aquisição até 450 000 € por imóvel e rendimentos compatíveis com o oitavo escalão do IRS. Impacto da medida no mercado habitacional No primeiro trimestre de 2025, os contratos com garantia pública representaram cerca de 9% do número total de novos créditos habitacionais e 13% do montante contratado, com valor médio por operação nos 190 000 €, superior aos 173 000 € observados entre jovens elegíveis que não recorreram à garantia. 9% dos contratos habitacionais tiveram garantia pública 13% do valor total dos créditos envolveu a medida Valor médio com garantia: 190 000 € Valor médio sem garantia: 173 000 € Adesão dos bancos e desafios operacionais Apesar da elevada procura, os bancos revelam que, até agora, os pedidos superam os créditos efetivamente concedidos — devido às formalidades e prazos necessários antes da assinatura das escrituras. Este contexto verifica-se particularmente na CGD, que já aprovou cerca de 1 630 operações, equivalentes a 304 milhões € em crédito potencial, embora a quota reservada para garantia (cerca de 257 milhões) ainda não tenha sido totalmente mobilizada. Financiamento, limitações e críticas A garantia pública destinou-se a financiar até 15% do valor da aquisição imobiliária, permitindo que jovens acedam a financiamentos de até 100% da avaliação do imóvel. Apesar da quota de 1,2 mil milhões € destinada à garantia pública, algumas instituições já superaram o valor previsto para empréstimos com promessa aprovada — mesmo que a cobertura financeira total ainda não esteja a ser utilizada plenamente. A adesão por parte das principais instituições (Santander Totta, CGD, BCP e BPI) concentrou cerca de 71% da garantia operacionalizada até dezembro de 2024, projetando uma elegibilidade mais limitada a bancos de menor dimensão. A iniciativa abriu caminho significativo ao acesso à habitação para jovens sem poupança suficiente. Contudo, o ritmo lento na concessão e a taxa de esforço exigida limitam o seu impacto real. Muitos jovens elegíveis não estão a recorrer à medida e, em casos com aprovação, os bancos ainda aplicam spreads mais elevados, reduzindo o benefício esperado. O facto de 9% dos contratos representarem 13% do montante sugere que os empréstimos com garantia envolvem investimentos acima da média, refletindo um perfil económico mais sólido dos beneficiários. Fontes e referências Conteúdo baseado nas seguintes fontes: Jornal Económico: Crédito com garantia representou 9% do número e 13% do montante total dos novos créditos à habitação ECO: Habitação – milhares de pedidos, poucos contratos Jornal Económico: Santander, CGD, BCP e BPI concentram 71% da garantia