Prestação da Casa Vai Subir em Abril com Nova Subida da Euribor Posted on 30 de Março, 202630 de Março, 2026 by Ricardo Porto As famílias com crédito à habitação com taxa variável deverão sentir um aumento nas prestações já a partir de abril, impulsionado pela recente subida das taxas Euribor nos mercados financeiros. A evolução das taxas está a ser influenciada pelo atual contexto geopolítico, nomeadamente os conflitos no Médio Oriente, que têm provocado pressão sobre os preços da energia e aumentado as expectativas de inflação na zona euro. Este cenário está a refletir-se diretamente no custo do crédito da casa, sobretudo para quem tem contratos indexados à Euribor, a taxa de referência mais utilizada em Portugal. Subida da Euribor pressiona prestações Nos últimos meses, as taxas Euribor registaram uma subida significativa, especialmente nos prazos mais relevantes para o crédito à habitação. A Euribor a seis meses, atualmente a mais utilizada em Portugal, ultrapassou os 2,5%, depois de ter estado próxima dos 2,1%. Já a Euribor a 12 meses aproxima-se dos 3%, evidenciando uma tendência de subida mais acentuada. Por outro lado, a Euribor a três meses apresentou uma ligeira descida, mantendo-se ainda abaixo das restantes maturidades. Esta evolução reflete as expectativas dos mercados relativamente à política monetária do Banco Central Europeu (BCE), num contexto de maior incerteza económica e pressão inflacionista. Quanto pode aumentar a prestação da casa De acordo com simulações recentes, o impacto nas prestações será já visível para contratos revistos em abril, ainda que de forma moderada nesta fase. Num crédito de 150 mil euros a 30 anos, com um spread de 1%: Com Euribor a seis meses, a prestação poderá aumentar cerca de 15 euros; Com Euribor a 12 meses, a subida estimada é de aproximadamente 10 euros. Estes valores podem variar consoante a evolução das taxas ao longo do mês, sendo possível que os aumentos venham a ser superiores caso a tendência de subida se mantenha. Impacto do contexto internacional O atual aumento das taxas está fortemente ligado ao agravamento das tensões no Médio Oriente, incluindo ataques ao Irão e perturbações no fornecimento energético. O fecho de importantes rotas comerciais, como o Estreito de Ormuz, contribuiu para a subida dos preços do petróleo e do gás, aumentando as pressões inflacionistas. Este ambiente levou os mercados a antecipar possíveis mudanças na política monetária do BCE, o que se refletiu rapidamente nas taxas Euribor, mesmo sem alterações imediatas nas taxas diretoras. O que esperar nos próximos meses Apesar de o Banco Central Europeu ter mantido recentemente as taxas de juro diretoras, os mercados continuam a ajustar as suas expectativas face à evolução da inflação e da economia global. A próxima reunião de política monetária do BCE poderá ser determinante para perceber a direção futura das taxas de juro. Enquanto isso, as famílias com crédito à habitação deverão preparar-se para alguma volatilidade nas prestações nos contratos com taxa variável. Importa também notar que a maioria dos novos contratos tem sido celebrada com taxa mista, o que permite alguma proteção inicial contra estas oscilações. Como são definidas as taxas Euribor As taxas Euribor resultam da média das taxas de juro a que um conjunto de bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário. Estas taxas servem como principal referência para os créditos à habitação com taxa variável, sendo atualizadas periodicamente de acordo com o prazo escolhido no contrato (3, 6 ou 12 meses). Deste modo, as famílias com crédito habitação indexados à Euribor acabam por sentir estas oscilações diretamente no valor das prestações. Precisa de financiamento para comprar casa? Na Find Approval ajudamos a obter propostas de crédito habitação de vários bancos e a encontrar as condições mais vantajosas. Carrega no botão abaixo, preenche o formulário e um dos nossos irá entrar em contacto para dar início ao processo. Fala connosco
Euro digital: o que é, como funciona e quando poderá chegar Posted on 11 de Março, 2026 by Ricardo Porto A União Europeia está a desenvolver um dos projetos financeiros mais relevantes das últimas décadas: o euro digital. A iniciativa é liderada pelo Banco Central Europeu (BCE) e faz parte da estratégia europeia para adaptar o euro à crescente digitalização da economia. O euro digital será uma moeda do banco central em formato digital, emitida pelo BCE para utilização nos pagamentos do dia a dia. Funcionará como uma versão digital do numerário e estará disponível para cidadãos, empresas e entidades públicas em toda a área do euro. Tal como acontece com as notas e moedas, o euro digital será uma forma de moeda pública apoiada pelo Banco Central Europeu. O objetivo é oferecer uma opção adicional de pagamento digital, mantendo ao mesmo tempo o numerário disponível como meio de pagamento. O que é o euro digital O euro digital é o projeto da União Europeia para introduzir uma forma digital de numerário. Será emitido pelo Banco Central Europeu e poderá ser utilizado por todos os cidadãos da área do euro para pagamentos de retalho. Esta nova forma de dinheiro virá complementar, e não substituir, as notas e moedas. Na prática, dará às pessoas uma opção adicional para fazer pagamentos, mantendo a possibilidade de utilizar numerário. O euro digital terá sempre o mesmo valor que o euro tradicional. Um euro digital corresponderá exatamente a um euro em numerário. Moeda pública vs. moeda privada Para compreender o euro digital, é importante distinguir entre dois tipos de dinheiro utilizados no sistema financeiro: a moeda pública e a moeda privada. A moeda do banco central é emitida por um banco central e representa um bem público. Atualmente, está disponível principalmente sob a forma de notas e moedas utilizadas em pagamentos em numerário. Já a moeda privada é criada pelos bancos comerciais. Inclui o dinheiro depositado em contas bancárias e utilizado em pagamentos do dia a dia, como pagamentos com cartão, transferências bancárias ou aplicações de pagamento. No quotidiano, as pessoas convertem regularmente estes dois tipos de dinheiro. Por exemplo, quando levantam dinheiro numa caixa multibanco, estão a converter moeda privada (depósitos bancários) em moeda pública (numerário). O euro digital introduzirá uma forma digital de moeda pública, permitindo utilizar moeda do banco central também em pagamentos digitais. Principais características do euro digital De acordo com as instituições europeias, o euro digital deverá apresentar várias características essenciais: Complementar ao numerário: não substituirá as notas e moedas. Moeda pública: será emitido diretamente pelo Banco Central Europeu. Aceitação em toda a área do euro: poderá ser utilizado em qualquer país que utilize o euro. Acesso básico gratuito: os serviços essenciais, como possuir, enviar e receber euros digitais, serão gratuitos para os consumidores. Pagamentos online e offline: poderá ser utilizado com ou sem ligação à Internet. Elevado nível de privacidade: os pagamentos serão concebidos para proteger a privacidade dos utilizadores, respeitando simultaneamente as regras europeias de prevenção de fraude e branqueamento de capitais. Porque está a União Europeia a desenvolver o euro digital O desenvolvimento do euro digital pretende garantir que o euro continua a adaptar-se à evolução das preferências de pagamento dos consumidores. Embora o numerário continue a ser amplamente utilizado, os pagamentos digitais como cartões, aplicações móveis e compras online têm vindo a crescer de forma significativa em toda a área do euro. Atualmente, a moeda do banco central está disponível apenas em formato físico. O euro digital permitirá utilizar moeda pública também em pagamentos digitais, oferecendo uma alternativa às soluções privadas existentes. Outro objetivo é reforçar a autonomia estratégica da Europa no setor dos pagamentos. Atualmente, muitos pagamentos digitais na área do euro dependem de sistemas internacionais operados fora da União Europeia. O euro digital poderá oferecer uma solução de pagamento europeia disponível em todos os países da área do euro. Como poderá funcionar o euro digital O euro digital será concebido para funcionar de forma simples e familiar, semelhante a outras soluções de pagamento digital. Os cidadãos poderão aceder ao euro digital através de uma conta ou de uma carteira digital disponibilizada pelo seu banco ou por outro prestador de serviços de pagamento. Com essa conta ou carteira, será possível: realizar pagamentos em lojas físicas ou em comércio eletrónico; enviar dinheiro a outras pessoas, como amigos ou familiares; efetuar pagamentos tanto online como offline, mesmo sem ligação à Internet. A utilização básica da carteira de euro digital será gratuita para os consumidores. Para proteger a estabilidade financeira, será estabelecido um limite para o montante de euros digitais que cada pessoa poderá manter na sua carteira. Este limite pretende garantir que o euro digital é utilizado sobretudo como meio de pagamento e não como forma de poupança. Euro digital não é uma criptomoeda O euro digital não será um criptoativo nem uma criptomoeda. Tal como o numerário, será apoiado pelo Banco Central Europeu, que garante o valor do euro. Um euro digital terá sempre o mesmo valor que um euro em numerário. Já as criptomoedas não são emitidas nem garantidas por uma autoridade central e o seu valor pode variar significativamente, o que as torna mais voláteis e arriscadas. Quando poderá ser introduzido O euro digital ainda está em fase de desenvolvimento e depende de um processo legislativo a nível europeu. Em junho de 2023, a Comissão Europeia apresentou uma proposta para criar o enquadramento jurídico necessário para a eventual introdução do euro digital. Em dezembro de 2025, o Conselho da União Europeia definiu a sua posição sobre esta proposta, permitindo iniciar negociações com o Parlamento Europeu. Após a aprovação do quadro jurídico pelas instituições europeias, caberá ao Banco Central Europeu tomar a decisão final sobre a emissão do euro digital. O BCE indicou recentemente que esta nova forma de dinheiro poderá estar operacional por volta de 2029. Precisa de financiamento para comprar casa? 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Banca apoia incentivos ao crédito, mas alerta: sem mais casas a crise da habitação não se resolve Posted on 11 de Fevereiro, 2026 by Ricardo Porto Os principais responsáveis da banca reconhecem mérito nas medidas de apoio ao crédito lançadas pelo Governo no âmbito do programa “Construir Portugal”, mas alertam que a crise da habitação não será resolvida sem um aumento significativo da oferta de casas no mercado. A pressão no setor mantém-se elevada: nos últimos três anos, os preços da habitação subiram cerca de 40%, enquanto os salários cresceram apenas cerca de 15%, agravando os problemas de acessibilidade, sobretudo para os jovens. Incentivos ajudam, mas não resolvem o problema estrutural Entre as medidas destacam-se a garantia pública do Estado para jovens até aos 35 anos e a isenção de IMT e Imposto de Selo na compra da primeira habitação. Estas iniciativas permitem reduzir a necessidade de entrada inicial, nomeadamente os tradicionais 10% exigidos na maioria dos financiamentos, facilitando o acesso ao crédito a quem antes ficava excluído. Miguel Maya, CEO do Millennium BCP, afirmou que estas medidas podem ajudar um conjunto de jovens a entrar no mercado, mas não resolvem o problema de fundo. Segundo o banqueiro, existe um claro “desajustamento entre oferta e procura”, defendendo que o problema exige ação concreta e estratégia definida. Também Miguel Belo de Carvalho, administrador do Santander, destacou o impacto das medidas: antes da sua entrada em vigor, cerca de 35% dos novos créditos à habitação eram concedidos a clientes com menos de 35 anos, percentagem que subiu para aproximadamente 50% após a sua implementação. O banco registou cerca de 30 mil jovens com acesso a este tipo de financiamento desde o lançamento dos apoios. Mudanças estruturais: oferta, licenciamento e arrendamento Vários responsáveis do setor defenderam alterações estruturais do lado da oferta. Diogo Louro, administrador do BPI, apontou a necessidade de simplificar e digitalizar processos de licenciamento e reduzir burocracias associadas à construção de novos imóveis. Referiu ainda que o Estado detém um volume significativo de imóveis e terrenos que poderia ser mobilizado para aumentar a oferta habitacional. Luís Pereira Coutinho, administrador da Caixa Geral de Depósitos, afirmou que a garantia pública está a ter adesão superior ao esperado, mas sublinhou a necessidade de uma estratégia clara sobre onde construir, que tipologias privilegiar e que medidas concretas implementar. Alertou ainda para a importância de maior estabilidade jurídica no mercado de arrendamento, defendendo que a incerteza contratual pode afastar proprietários da colocação de imóveis no mercado. O que significa para quem quer comprar casa As medidas atualmente em vigor podem representar uma oportunidade relevante para jovens até aos 35 anos que pretendam adquirir a primeira habitação. No entanto, o acesso ao crédito continua dependente da avaliação individual feita pelas instituições financeiras, considerando rendimentos, estabilidade profissional e taxa de esforço. Facilidade na entrada inicial: A garantia pública pode reduzir a necessidade de poupança para entrada, permitindo ultrapassar a barreira dos 10% tradicionalmente exigidos. Benefícios fiscais: A isenção de IMT e Imposto de Selo diminui os custos iniciais da compra. Oferta continua limitada: Sem aumento consistente da construção e da reabilitação, a pressão sobre os preços poderá manter-se. Responsáveis do setor convergem numa ideia central: facilitar o crédito pode reduzir barreiras financeiras iniciais, mas sem reforço efetivo da oferta habitacional através de construção, reabilitação urbana e dinamização do arrendamento, o impacto das medidas será necessariamente limitado. Está a pensar comprar casa ou transferir o seu crédito? Na Find Approval analisamos a sua situação financeira, avaliamos as condições atuais do mercado e ajudamos a encontrar a solução de crédito mais adequada ao seu perfil. Carregue no botão abaixo, preencha o formulário e um dos nossos especialistas entrará em contacto consigo. Fala connosco Fonte: Eco – “Banca elogia incentivos do Governo mas pede mais casas no mercado para resolver crise na habitação”.
Bancos devolvem prestações pagas desde 28 de janeiro a clientes com moratórias Posted on 6 de Fevereiro, 2026 by Ricardo Porto Algumas instituições bancárias em Portugal anunciaram recentemente a devolução de prestações de crédito pagas por clientes que estavam em situação de moratória após 28 de janeiro de 2026, no âmbito do regime excecional criado na sequência da tempestade Kristin. Esta decisão surge no seguimento das regras publicadas que regem esta moratória específica e as condições excecionais de reembolso aplicáveis às situações reconhecidas pelo diploma. Segundo notícia divulgada pela SIC Notícias, os bancos estão a proceder à restituição de prestações pagas por clientes com moratórias ativas desde essa data, refletindo um ajustamento às normas em vigor no contexto das medidas extraordinárias adotadas após a tempestade e às decisões de entidades reguladoras que procuram reduzir encargos para famílias em situações de dificuldade temporária. Esta medida tende a aliviar a pressão financeira imediata sobre os devedores que recorreram à moratória associada à tempestade Kristin e pagaram algumas prestações depois da data de início do regime. A devolução efetuada pelos bancos será normalmente feita de forma automática ou mediante comunicação direta com os clientes, de acordo com as instruções das instituições credoras. Mau tempo e moratórias: incumprimento só após 90 dias Num outro desenvolvimento relevante, o jornal Público publicou uma análise destacando que apenas há lugar a incumprimento formal se o atraso no pagamento ultrapassar os 90 dias, nos termos previstos na legislação aplicável. Na prática, isto significa que um cliente abrangido por este regime extraordinário que deixe de pagar uma prestação por causa temporária relacionada com os eventos climáticos não é automaticamente considerado em incumprimento enquanto se mantiver dentro dos limites definidos no diploma. Esta norma aplica-se no âmbito da moratória excecional aprovada após a tempestade e funciona como um mecanismo de proteção que evita penalizações imediatas por dificuldades temporárias associadas a esse evento específico. O que significa para quem tem crédito As recentes orientações têm impacto direto para quem está a gerir um crédito à habitação ou outro tipo de financiamento abrangido por este regime extraordinário: Possível devolução de valores pagos: Clientes que estavam em moratória e pagaram prestações após 28 de janeiro de 2026, no contexto da medida excecional ligada à tempestade Kristin, poderão ter direito à restituição desses montantes. Incumprimento não é imediato: No âmbito deste regime, um atraso isolado não configura incumprimento imediato. Apenas após 90 dias de atraso acumulado é que a situação é classificada como tal, nos termos previstos na lei. Para os consumidores, torna-se essencial compreender as regras contratuais e os mecanismos de proteção previstos neste regime específico. A correta interpretação das normas relativas à moratória excecional pode influenciar tanto o historial de crédito como futuras negociações com as instituições financeiras. Precisa de apoio na gestão do seu crédito habitação? Na Find Approval analisamos o seu contrato, avaliamos as condições atuais do mercado e ajudamos a transferir o seu crédito para condições mais vantajosas. Carregue no botão abaixo, preencha o formulário e um dos nossos especialistas entrará em contacto para iniciar o processo. Fala connosco Fontes: SIC Notícias – “Bancos devolvem prestações pagas desde 28 de janeiro a clientes com moratórias”; Público – “Mau tempo: moratória de crédito só é possível para quem não está em incumprimento” .
INE confirma abrandamento da inflação para 2,3% em outubro Posted on 12 de Novembro, 2025 by Ricardo Porto O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quarta-feira que a taxa de inflação homóloga (IPC) em Portugal abrandou para 2,3% em outubro. Este valor representa uma ligeira descida de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face aos 2,4% registados em setembro. Inflação subjacente acelera Apesar da descida da taxa principal, a inflação subjacente (que exclui produtos com preços mais voláteis, como alimentos não transformados e energia) acelerou ligeiramente para 2,1%, contra 2,0% no mês anterior. A descida da inflação foi influenciada pela variação negativa dos produtos energéticos (-1,2%, face a 0,3% em setembro) e pelo abrandamento dos produtos alimentares não transformados (6,1%, contra 7,0% em setembro). Variação mensal nula Em cadeia (face a setembro), a variação do IPC foi nula (0,0%), um abrandamento significativo face aos 0,9% registados no mês precedente. A variação média dos últimos 12 meses manteve-se nos 2,4%, valor idêntico ao do mês anterior. Comparação Europeia (IHPC) O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, usado para comparação europeia, registou uma variação homóloga de 2,0% (acima dos 1,9% de setembro). Este valor foi 0,1 p.p. inferior ao estimado pelo Eurostat para a área do euro. Excluindo os componentes voláteis, o IHPC em Portugal (1,9%) ficou abaixo da média da zona euro (estimada em 2,4%). A pensar em pedir crédito habitação? Na Find Approval, ajudamos-te a comparar propostas de crédito habitação e a encontrar as condições mais vantajosas. Poupas tempo, dinheiro e ganhas confiança na tua decisão. Fala connosco Dados obtidos da publicação “Índice de Preços no Consumidor – outubro 2025”, do Instituto Nacional de Estatística.
Inflação abranda para 2,4% em setembro de 2025, segundo o INE Posted on 9 de Outubro, 20259 de Outubro, 2025 by Ricardo Porto A inflação em Portugal diminuiu em setembro de 2025, com a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) a fixar-se em 2,4%, taxa inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior. Segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), este abrandamento é o primeiro após cinco meses consecutivos de aumento. Menor pressão nos preços Os dados do INE indicam que a chamada inflação “subjacente” (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também abrandou, situando-se em 2,0%. Os preços da energia registaram uma variação de 0,3%, enquanto os produtos alimentares não transformados mantiveram-se estáveis, com um aumento de cerca de 7% em termos anuais. Tendência de estabilidade Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,9% (-0,2% em agosto e 1,3% em setembro de 2024). Em média, nos últimos 12 meses, os preços cresceram 2,4%, mostrando uma tendência geral de estabilidade. Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, usado para comparar os países da União Europeia, ficou nos 1,9%, abaixo dos 2,5% registados em agosto. Esta desaceleração é uma boa notícia para os consumidores, já que significa que os preços estão a crescer mais lentamente. Mesmo assim, algumas áreas, como a alimentação, continuam com valores elevados e a pesar no orçamento familiar. Precisas de apoio na escolha do melhor crédito? Na Find Approval, ajudamos-te a encontrar as soluções de financiamento mais adequadas às tuas necessidades. Comparamos condições entre várias instituições, poupamos tempo e dinheiro e damos-te maior segurança na decisão. Fala connosco Notícia adaptada a partir do artigo “Taxa de variação homóloga do IPC estimada em 2,4%”, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística.
Preços das casas registam subida histórica de ~18 % — o que significa para quem quer comprar casa Posted on 2 de Outubro, 2025 by Ricardo Porto Os preços médios de venda de habitação em Portugal registaram uma subida histórica no início de 2025. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), a valorização homóloga no primeiro trimestre atingiu cerca de 18,7 %, representando o crescimento mais elevado desde que existem séries comparáveis. Tanto habitações novas como usadas registaram aumentos significativos, refletindo uma tendência de valorização constante e robusta. Fatores que influenciam a subida de preços A escalada nos preços é impulsionada por vários fatores. A procura por habitação continua elevada, sobretudo nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde a densidade populacional e a procura por serviços e empregos mantém a pressão sobre o mercado. Por outro lado, a oferta não acompanha este ritmo, especialmente no segmento de habitação nova, onde os custos de construção, terrenos e materiais têm aumentado. Este desequilíbrio contribui diretamente para o aumento dos preços finais de venda. Além disso, o interesse de compradores nacionais e estrangeiros reforça a valorização. Os compradores nacionais dominam o mercado, enquanto investidores estrangeiros se concentram em zonas costeiras e regiões com grande procura turística. Este aumento da procura diversificada torna o mercado mais competitivo e pressiona ainda mais os preços. Dados sobre transações de habitação Entre abril e junho de 2025, foram registadas mais de 42 mil transações de habitação, um aumento homólogo de 15,5 %. O valor total das transações ultrapassou os 10 mil milhões de euros, destacando a resiliência do mercado. A maioria destas transações envolveu compradores nacionais, reforçando o peso da procura interna. O que isto significa para quem procura comprar casa Para os compradores, este cenário exige planeamento financeiro cuidadoso. É importante considerar não só o preço de aquisição, mas também encargos como IMT, despesas com notários, registos e comissões bancárias. Simular diferentes cenários de crédito à habitação ajuda a garantir que a prestação mensal seja sustentável. Explorar opções em zonas periféricas ou menos saturadas pode oferecer preços mais acessíveis, sem comprometer a qualidade ou localização. Avaliar o custo por metro quadrado, a qualidade da construção e comparar habitações novas e usadas são passos essenciais para tomar decisões informadas e vantajosas. Planeamento e oportunidades para compradores Apesar da pressão dos preços, ainda existem oportunidades para quem planeia com antecedência. Avaliar todas as opções disponíveis, considerar diferentes localizações e estudar cuidadosamente as condições de crédito são passos cruciais para garantir uma compra sustentável e financeiramente vantajosa. Precisas de ajuda a financiar a tua casa? Na Find Approval, acompanhamos o mercado imobiliário e ajudamos-te a encontrar o crédito habitação mais adequado às tuas necessidades. Garantimos aconselhamento personalizado para tornar a compra da tua casa mais segura e financeiramente sustentável. Fala connosco Notícia baseada nos dados do INE e no artigo do ECO.
Taxa de Juro no Crédito à Habitação Cai para 3,307% em Agosto de 2025 Posted on 19 de Setembro, 2025 by Ricardo Porto O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que a taxa de juro implícita no crédito à habitação desceu para 3,307% em agosto de 2025, menos 7,8 pontos base face a julho (3,385%). Este valor representa uma queda significativa em relação ao máximo registado em janeiro de 2024 (4,657%). Evolução recente das taxas de juro Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro passou de 2,897% em julho para 2,883% em agosto, acumulando uma redução de quase 150 pontos base desde o pico observado em outubro de 2023. Estes números confirmam a tendência de alívio gradual no custo do financiamento da habitação em Portugal. Impacto nas prestações mensais O valor médio da prestação mensal manteve-se em 394 euros, igual ao mês anterior e menos 10 euros do que em agosto de 2024. Já nos contratos mais recentes, a prestação subiu para 651 euros, mais 16 euros que em julho, refletindo um aumento homólogo de 5,5%. Em agosto, cerca de 51% da prestação correspondia a juros (199 euros), enquanto 49% (195 euros) dizia respeito a capital amortizado. Apesar da descida das taxas, o peso dos juros continua elevado. Capital médio em dívida O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos aumentou 592 euros face a julho, atingindo 72.862 euros. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio subiu para 161.321 euros, mais 1.768 euros que no mês anterior. Porque isto é relevante para quem procura crédito à habitação A descida gradual das taxas de juro pode representar um alívio para os orçamentos familiares, sobretudo para quem contrata novo crédito à habitação. Embora as prestações ainda se mantenham em níveis elevados, a tendência de queda abre espaço para melhores condições de financiamento no futuro. Quer aproveitar as melhores condições no crédito à habitação? Na Find Approval, acompanhamos a evolução das taxas de juro e ajudamos os clientes a encontrar o financiamento mais vantajoso. A nossa equipa apoia-o para reduzir o peso da prestação mensal e garantir maior segurança financeira a longo prazo. Fale connosco
Jovens mantêm isenção de IMT mesmo ao vender e comprar nova casa Posted on 17 de Setembro, 2025 by Ricardo Porto A Autoridade Tributária esclareceu que os jovens até aos 35 anos que beneficiam da isenção de IMT (Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis) mantêm o benefício mesmo que vendam a sua casa e adquiram uma nova habitação própria e permanente. Esta exceção aplica-se mesmo que não tenham cumprido os tradicionais seis anos exigidos para manter a isenção. Como funciona a isenção do IMT Jovem Segundo a informação vinculativa da AT, a simples venda do imóvel adquirido com isenção, seguida da compra de um novo imóvel destinado a habitação própria e permanente no prazo de seis meses, não resulta na caducidade automática do benefício. Ou seja, os jovens continuam a beneficiar da isenção do IMT, desde que cumpram os requisitos legais definidos para o regime IMT Jovem. Além disso, alterações no agregado familiar — como casamento ou mudança de residência para mais de 100 km — não invalidam o benefício, desde que o imóvel continue a ser utilizado como habitação própria e permanente. Limites de valor aplicáveis A isenção total do IMT aplica-se a imóveis até ao 4.º escalão da tabela do IMT, atualmente correspondente a 324.058 euros. Para valores entre 324.058 euros e 648.022 euros, aplica-se uma taxa de 8% sobre a diferença. Exceções e pontos importantes A lei prevê que, normalmente, a isenção caduca se o imóvel deixar de ser utilizado como habitação própria e permanente antes de seis anos. No entanto, a venda do imóvel é considerada uma exceção expressa, não levando à perda do benefício. A aquisição de um novo imóvel para habitação própria e permanente após a venda também não afeta a isenção. Em resumo, os jovens que beneficiaram da isenção do IMT mantêm o incentivo fiscal mesmo perante: Venda do imóvel antes dos seis anos; Alterações no agregado familiar; Mudança de residência para mais de 100 km. Porque é que isto é relevante para quem procura casa O regime IMT Jovem é uma oportunidade significativa para jovens compradores reduzirem os custos iniciais de aquisição da sua primeira casa. Com a possibilidade de vender e adquirir nova habitação sem perder a isenção, torna-se mais fácil planear a compra de imóveis adequados às necessidades familiares e profissionais. Quer aproveitar ao máximo a sua isenção IMT? Na Find Approval, ajudamos jovens compradores a planear a compra da primeira habitação, aproveitando todos os benefícios fiscais disponíveis, como a isenção do IMT Jovem. A nossa equipa orienta-o para que obtenha as melhores condições de crédito à habitação, garantindo poupança e segurança financeira. Fale connosco
Portugueses menos satisfeitos com as finanças Posted on 29 de Agosto, 202527 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto Os portugueses atribuíram, em 2022, uma nota média de 6 pontos à sua situação financeira, numa escala de 0 a 10, de acordo com dados do Eurostat. Este valor situa Portugal abaixo da média da União Europeia, que se fixou em 6,6 pontos, refletindo uma perceção de menor satisfação face à situação financeira comparativamente com outros cidadãos europeus. Em termos regionais, Portugal apresenta uma avaliação semelhante aos países vizinhos, mas ligeiramente menos favorável: em Espanha a nota média foi de 6,3 pontos e em França 6,4 pontos. Contrastes entre países europeus O estudo do Eurostat revela ainda disparidades significativas entre os Estados-membros. Os níveis mais altos de satisfação financeira foram registados nos Países Baixos e na Finlândia, ambos com 7,6 pontos, seguidos da Suécia (7,4) e da Áustria (7,3). No extremo oposto, destacam-se a Bulgária (4,6 pontos), a Grécia (5,3 pontos) e a Croácia (5,7 pontos). Porque é que isto importa? O índice de satisfação financeira é um indicador importante do bem-estar económico das populações. Valores abaixo da média europeia indicam uma perceção de menor segurança financeira, o que pode influenciar decisões sobre poupança, consumo e investimento, incluindo a forma como os portugueses planeiam adquirir habitação. Quer as melhores condições para o seu crédito habitação? Mesmo em tempos de incerteza financeira, pode garantir que o seu crédito habitação está otimizado. Na Find Approval ajudamos a encontrar as melhores taxas e condições, para poupar no presente e planear o seu futuro com confiança. Fale connosco Fonte da informação Conteúdo adaptado a partir de dados do Eurostat sobre a satisfação financeira dos cidadãos europeus em 2022. Consulte os dados originais.
Bancos Portugueses Entre os Mais Resilientes da Europa, Revela Teste de Stress da EBA Posted on 12 de Agosto, 202512 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto Os bancos do Sul da Europa, incluindo instituições portuguesas como a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Millennium BCP, destacaram-se como os mais resilientes nos testes de stress de 2025 realizados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA), segundo a agência de rating DBRS Morningstar. Estes testes avaliam a capacidade dos bancos de resistir a cenários económicos adversos, e os resultados reforçam a solidez do setor bancário em Portugal. A DBRS destaca que os bancos do Sul da Europa registaram as menores perdas de capital e melhorias significativas face aos testes de 2023. Este desempenho reflete a robustez financeira alcançada após dois anos de rentabilidade sólida (2023 e 2024) e a melhoria na qualidade dos ativos, especialmente em Portugal, Espanha, Itália e Grécia. Porque é que isto é relevante para si? A estabilidade dos bancos portugueses é uma excelente notícia para quem procura soluções de crédito à habitação, crédito pessoal ou consolidação de dívidas. Este desempenho traduz-se em: Maior confiança no sistema financeiro português. Condições de crédito mais competitivas e acessíveis. Menor risco em cenários económicos desafiantes. O sucesso dos bancos deveu-se, em parte, à forte rentabilidade recente e à exposição a empréstimos com taxas de juro variáveis, que beneficiaram do contexto de taxas de referência elevadas no cenário adverso da EBA, projetado para 2025-2027. Os bancos do Sul da Europa demonstraram fundamentos sólidos, mas não prevemos uma redução significativa nos requisitos de capital.María Jesús Parra, Vice-Presidente da área de Ratings da DBRS Morningstar. Impacto no setor bancário português Os testes de stress revelaram que os bancos portugueses apresentaram uma perda de capital de apenas 53 pontos base, a menor entre os países analisados, com um rácio CET1 de 17,92% no final de 2027 no cenário adverso. Este progresso, aliado a upgrades nas classificações de crédito de 21 bancos do Sul da Europa desde 2023, reforça a resiliência do setor. Acompanhamos o mercado para o apoiar melhor Na Find Approval, monitorizamos os indicadores económicos e a evolução do setor bancário para garantir decisões informadas. A nossa intermediação de crédito é transparente e adaptada às suas necessidades. Se procura crédito à habitação, crédito pessoal ou consolidação de créditos, este é o momento ideal para explorar as melhores opções do mercado. Solicitar Contacto Fonte da Informação Conteúdo adaptado a partir do artigo “Southern European Banks Outperform Most European Peers Under the Adverse Scenario of EBA’s 2025 Stress Test”, publicado pela Morningstar DBRS a 6 de agosto de 2025. Leia o relatório original.
Economia recupera no 2.º trimestre com crescimento de 1,9 % em termos homólogos Posted on 5 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto No segundo trimestre de 2025, a economia de Portugal registou um crescimento de 1,9% face ao mesmo período de 2024, acelerando em relação ao 1,7% do trimestre anterior. Comparado com os primeiros três meses do ano, o PIB aumentou 0,6%, recuperando de uma queda de 0,4%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este desempenho foi impulsionado pelo consumo privado e pela recuperação das exportações, com destaque para o setor do turismo. O que Está a Impulsionar a Recuperação? A retoma económica foi apoiada por um consumo privado robusto, com os portugueses a gastarem mais devido à confiança no mercado de trabalho estável. As exportações, especialmente de serviços como o turismo, também cresceram, beneficiando da procura em mercados europeus. Regiões como Lisboa e Algarve continuam a liderar, com forte atividade económica nos serviços e no turismo. A recuperação das exportações, especialmente no turismo, foi essencial para o crescimento económico em 2025. Perspetivas e Desafios para 2025 Apesar do crescimento, o Banco de Portugal reduziu a sua previsão para 2025 para 1,6%, face a incertezas globais, como tensões comerciais. O Governo, por sua vez, mantém uma estimativa mais otimista de 2,1%, apoiada em projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Comparado com outros países da zona euro, como a Alemanha (-0,1%) e a Itália (-0,1%), Portugal destaca-se, embora fique atrás da vizinha Espanha (+0,7%). Crescimento do PIB: 1,9% homólogo e 0,6% em cadeia. Motores: Consumo privado e exportações, com destaque para o turismo. Previsão Banco de Portugal: 1,6% para 2025. Previsão do Governo: 2,1% para 2025. O que Significa para os Portugueses? Este crescimento traz oportunidades, como mais empregos e maior poder de compra, mas exige planeamento financeiro cuidado face às incertezas globais. Para quem planeia investir ou comprar casa, este é um momento ideal para explorar opções de crédito habitação com taxas competitivas. Os nossos Gestores de Crédito podem ajudá-lo a encontrar a melhor solução. Simule o Seu Crédito Habitação Agora! Não perca tempo! Descubra as melhores condições para o seu investimento imobiliário com o nosso simulador de crédito online. Submeta os seus dados e receba um contacto personalizado de um Gestor de Crédito. Já considerou comprar casa este ano? Simular Agora Fonte da Informação Conteúdo baseado em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e na cobertura da Reuters.