Prestação da Casa Vai Subir em Abril com Nova Subida da Euribor

As famílias com crédito à habitação com taxa variável deverão sentir um aumento nas prestações já a partir de abril, impulsionado pela recente subida das taxas Euribor nos mercados financeiros.

A evolução das taxas está a ser influenciada pelo atual contexto geopolítico, nomeadamente os conflitos no Médio Oriente, que têm provocado pressão sobre os preços da energia e aumentado as expectativas de inflação na zona euro.

Este cenário está a refletir-se diretamente no custo do crédito da casa, sobretudo para quem tem contratos indexados à Euribor, a taxa de referência mais utilizada em Portugal.

Subida da Euribor pressiona prestações

Nos últimos meses, as taxas Euribor registaram uma subida significativa, especialmente nos prazos mais relevantes para o crédito à habitação.

A Euribor a seis meses, atualmente a mais utilizada em Portugal, ultrapassou os 2,5%, depois de ter estado próxima dos 2,1%. Já a Euribor a 12 meses aproxima-se dos 3%, evidenciando uma tendência de subida mais acentuada.

Por outro lado, a Euribor a três meses apresentou uma ligeira descida, mantendo-se ainda abaixo das restantes maturidades.

Esta evolução reflete as expectativas dos mercados relativamente à política monetária do Banco Central Europeu (BCE), num contexto de maior incerteza económica e pressão inflacionista.

Quanto pode aumentar a prestação da casa

De acordo com simulações recentes, o impacto nas prestações será já visível para contratos revistos em abril, ainda que de forma moderada nesta fase.

Num crédito de 150 mil euros a 30 anos, com um spread de 1%:

  • Com Euribor a seis meses, a prestação poderá aumentar cerca de 15 euros;
  • Com Euribor a 12 meses, a subida estimada é de aproximadamente 10 euros.

Estes valores podem variar consoante a evolução das taxas ao longo do mês, sendo possível que os aumentos venham a ser superiores caso a tendência de subida se mantenha.

Impacto do contexto internacional

O atual aumento das taxas está fortemente ligado ao agravamento das tensões no Médio Oriente, incluindo ataques ao Irão e perturbações no fornecimento energético.

O fecho de importantes rotas comerciais, como o Estreito de Ormuz, contribuiu para a subida dos preços do petróleo e do gás, aumentando as pressões inflacionistas.

Este ambiente levou os mercados a antecipar possíveis mudanças na política monetária do BCE, o que se refletiu rapidamente nas taxas Euribor, mesmo sem alterações imediatas nas taxas diretoras.

O que esperar nos próximos meses

Apesar de o Banco Central Europeu ter mantido recentemente as taxas de juro diretoras, os mercados continuam a ajustar as suas expectativas face à evolução da inflação e da economia global.

A próxima reunião de política monetária do BCE poderá ser determinante para perceber a direção futura das taxas de juro.

Enquanto isso, as famílias com crédito à habitação deverão preparar-se para alguma volatilidade nas prestações nos contratos com taxa variável.

Importa também notar que a maioria dos novos contratos tem sido celebrada com taxa mista, o que permite alguma proteção inicial contra estas oscilações.

Como são definidas as taxas Euribor

As taxas Euribor resultam da média das taxas de juro a que um conjunto de bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Estas taxas servem como principal referência para os créditos à habitação com taxa variável, sendo atualizadas periodicamente de acordo com o prazo escolhido no contrato (3, 6 ou 12 meses).

Deste modo, as famílias com crédito habitação indexados à Euribor acabam por sentir estas oscilações diretamente no valor das prestações.

Precisa de financiamento para comprar casa?

Na Find Approval ajudamos a obter propostas de crédito habitação de vários bancos e a encontrar as condições mais vantajosas. Carrega no botão abaixo, preenche o formulário e um dos nossos irá entrar em contacto para dar início ao processo.

Fala connosco

Euro digital: o que é, como funciona e quando poderá chegar

A União Europeia está a desenvolver um dos projetos financeiros mais relevantes das últimas décadas: o euro digital. A iniciativa é liderada pelo Banco Central Europeu (BCE) e faz parte da estratégia europeia para adaptar o euro à crescente digitalização da economia.

O euro digital será uma moeda do banco central em formato digital, emitida pelo BCE para utilização nos pagamentos do dia a dia. Funcionará como uma versão digital do numerário e estará disponível para cidadãos, empresas e entidades públicas em toda a área do euro.

Tal como acontece com as notas e moedas, o euro digital será uma forma de moeda pública apoiada pelo Banco Central Europeu. O objetivo é oferecer uma opção adicional de pagamento digital, mantendo ao mesmo tempo o numerário disponível como meio de pagamento.

O que é o euro digital

O euro digital é o projeto da União Europeia para introduzir uma forma digital de numerário. Será emitido pelo Banco Central Europeu e poderá ser utilizado por todos os cidadãos da área do euro para pagamentos de retalho.

Esta nova forma de dinheiro virá complementar, e não substituir, as notas e moedas. Na prática, dará às pessoas uma opção adicional para fazer pagamentos, mantendo a possibilidade de utilizar numerário.

O euro digital terá sempre o mesmo valor que o euro tradicional. Um euro digital corresponderá exatamente a um euro em numerário.

Moeda pública vs. moeda privada

Para compreender o euro digital, é importante distinguir entre dois tipos de dinheiro utilizados no sistema financeiro: a moeda pública e a moeda privada.

A moeda do banco central é emitida por um banco central e representa um bem público. Atualmente, está disponível principalmente sob a forma de notas e moedas utilizadas em pagamentos em numerário.

Já a moeda privada é criada pelos bancos comerciais. Inclui o dinheiro depositado em contas bancárias e utilizado em pagamentos do dia a dia, como pagamentos com cartão, transferências bancárias ou aplicações de pagamento.

No quotidiano, as pessoas convertem regularmente estes dois tipos de dinheiro. Por exemplo, quando levantam dinheiro numa caixa multibanco, estão a converter moeda privada (depósitos bancários) em moeda pública (numerário).

O euro digital introduzirá uma forma digital de moeda pública, permitindo utilizar moeda do banco central também em pagamentos digitais.

Principais características do euro digital

De acordo com as instituições europeias, o euro digital deverá apresentar várias características essenciais:

  • Complementar ao numerário: não substituirá as notas e moedas.
  • Moeda pública: será emitido diretamente pelo Banco Central Europeu.
  • Aceitação em toda a área do euro: poderá ser utilizado em qualquer país que utilize o euro.
  • Acesso básico gratuito: os serviços essenciais, como possuir, enviar e receber euros digitais, serão gratuitos para os consumidores.
  • Pagamentos online e offline: poderá ser utilizado com ou sem ligação à Internet.
  • Elevado nível de privacidade: os pagamentos serão concebidos para proteger a privacidade dos utilizadores, respeitando simultaneamente as regras europeias de prevenção de fraude e branqueamento de capitais.

Porque está a União Europeia a desenvolver o euro digital

O desenvolvimento do euro digital pretende garantir que o euro continua a adaptar-se à evolução das preferências de pagamento dos consumidores.

Embora o numerário continue a ser amplamente utilizado, os pagamentos digitais como cartões, aplicações móveis e compras online têm vindo a crescer de forma significativa em toda a área do euro.

Atualmente, a moeda do banco central está disponível apenas em formato físico. O euro digital permitirá utilizar moeda pública também em pagamentos digitais, oferecendo uma alternativa às soluções privadas existentes.

Outro objetivo é reforçar a autonomia estratégica da Europa no setor dos pagamentos. Atualmente, muitos pagamentos digitais na área do euro dependem de sistemas internacionais operados fora da União Europeia. O euro digital poderá oferecer uma solução de pagamento europeia disponível em todos os países da área do euro.

Como poderá funcionar o euro digital

O euro digital será concebido para funcionar de forma simples e familiar, semelhante a outras soluções de pagamento digital.

Os cidadãos poderão aceder ao euro digital através de uma conta ou de uma carteira digital disponibilizada pelo seu banco ou por outro prestador de serviços de pagamento.

Com essa conta ou carteira, será possível:

  • realizar pagamentos em lojas físicas ou em comércio eletrónico;
  • enviar dinheiro a outras pessoas, como amigos ou familiares;
  • efetuar pagamentos tanto online como offline, mesmo sem ligação à Internet.

A utilização básica da carteira de euro digital será gratuita para os consumidores.

Para proteger a estabilidade financeira, será estabelecido um limite para o montante de euros digitais que cada pessoa poderá manter na sua carteira. Este limite pretende garantir que o euro digital é utilizado sobretudo como meio de pagamento e não como forma de poupança.

Euro digital não é uma criptomoeda

O euro digital não será um criptoativo nem uma criptomoeda.

Tal como o numerário, será apoiado pelo Banco Central Europeu, que garante o valor do euro. Um euro digital terá sempre o mesmo valor que um euro em numerário.

Já as criptomoedas não são emitidas nem garantidas por uma autoridade central e o seu valor pode variar significativamente, o que as torna mais voláteis e arriscadas.

Quando poderá ser introduzido

O euro digital ainda está em fase de desenvolvimento e depende de um processo legislativo a nível europeu.

Em junho de 2023, a Comissão Europeia apresentou uma proposta para criar o enquadramento jurídico necessário para a eventual introdução do euro digital. Em dezembro de 2025, o Conselho da União Europeia definiu a sua posição sobre esta proposta, permitindo iniciar negociações com o Parlamento Europeu.

Após a aprovação do quadro jurídico pelas instituições europeias, caberá ao Banco Central Europeu tomar a decisão final sobre a emissão do euro digital. O BCE indicou recentemente que esta nova forma de dinheiro poderá estar operacional por volta de 2029.

Precisa de financiamento para comprar casa?

Na Find Approval ajudamos a obter propostas de crédito habitação de vários bancos e a encontrar as condições mais vantajosas. Carrega no botão abaixo, preenche o formulário e um dos nossos irá entrar em contacto para dar início ao processo.

Fala connosco

Fonte: Conselho da União Europeia – “O euro digital, em síntese”.

Avaliação Bancária da Habitação em Portugal atinge 2.025€/m²

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que o valor mediano de avaliação bancária da habitação atingiu 2 025 euros por metro quadrado em outubro de 2025. Trata-se de um novo máximo da série disponível, refletindo um aumento mensal de 30 euros e uma variação homóloga de 17,7%, a mesma registada em setembro.

Evolução distinta entre apartamentos e moradias

No total, foram consideradas cerca de 33,9 mil avaliações bancárias, um acréscimo de 2,8% face ao mês anterior, apesar de um ligeiro recuo de 2,9% em comparação com outubro de 2024. O segmento dos apartamentos manteve-se como o mais valorizado, com um valor mediano de 2 345 euros/m², traduzindo um aumento anual de 22,1%. Nas moradias, a mediana situou-se nos 1 472 euros/m², o que corresponde a uma subida homóloga de 11,8%.

Entre as tipologias de apartamentos, os T1 registaram a maior variação mensal, subindo 58 euros para 3 076 euros/m². Os T2 e T3 aumentaram para 2 425 euros/m² e 2 010 euros/m², respetivamente. No caso das moradias, as principais tipologias também apresentaram crescimentos moderados: T2 para 1 462 euros/m², T3 para 1 442 euros/m² e T4 para 1 560 euros/m².

Diferenças regionais mantêm-se bem marcadas

A análise territorial evidencia contrastes significativos. A Grande Lisboa continua a apresentar os valores mais elevados do país, situando-se 49,6% acima da mediana nacional. Seguem-se o Algarve (32,9%), a Península de Setúbal (21,3%), a Região Autónoma da Madeira (14,0%), o Alentejo Litoral (9,7%) e a Área Metropolitana do Porto (0,6%).

No lado oposto, encontram-se as regiões de Alto Tâmega e Barroso (-53,4%), Alto Alentejo (-53,2%) e Beira Baixa (-50,5%). Em termos mensais, o Norte destacou-se pelo maior aumento (2,5%), enquanto o Alentejo registou a queda mais acentuada (-1,6%). Nos apartamentos, as subidas mais significativas ocorreram nos Açores (6,2%), sendo o Alentejo a única região com descida (-2,3%).

Procura mostra sinais mistos

Apesar do contínuo aumento dos valores de avaliação, que já se prolonga há quase dois anos, a comparação homóloga no número de avaliações sugere alguma prudência por parte das famílias. Ainda assim, o crescimento face a setembro indica que o mercado mantém dinamismo no curto prazo.

Precisa de financiamento para comprar casa?

Na Find Approval ajudamos a obter propostas de crédito habitação de vários bancos e a encontrar as condições mais vantajosas. Carrega no botão abaixo, preenche o formulário e um dos nossos irá entrar em contacto para dar início ao processo.

Fala connosco

Dados obtidos da publicação “Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação”, do Instituto Nacional de Estatística.

INE confirma abrandamento da inflação para 2,3% em outubro

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quarta-feira que a taxa de inflação homóloga (IPC) em Portugal abrandou para 2,3% em outubro. Este valor representa uma ligeira descida de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face aos 2,4% registados em setembro.

Inflação subjacente acelera

Apesar da descida da taxa principal, a inflação subjacente (que exclui produtos com preços mais voláteis, como alimentos não transformados e energia) acelerou ligeiramente para 2,1%, contra 2,0% no mês anterior. A descida da inflação foi influenciada pela variação negativa dos produtos energéticos (-1,2%, face a 0,3% em setembro) e pelo abrandamento dos produtos alimentares não transformados (6,1%, contra 7,0% em setembro).

Variação mensal nula

Em cadeia (face a setembro), a variação do IPC foi nula (0,0%), um abrandamento significativo face aos 0,9% registados no mês precedente. A variação média dos últimos 12 meses manteve-se nos 2,4%, valor idêntico ao do mês anterior.

Comparação Europeia (IHPC)

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, usado para comparação europeia, registou uma variação homóloga de 2,0% (acima dos 1,9% de setembro). Este valor foi 0,1 p.p. inferior ao estimado pelo Eurostat para a área do euro. Excluindo os componentes voláteis, o IHPC em Portugal (1,9%) ficou abaixo da média da zona euro (estimada em 2,4%).

A pensar em pedir crédito habitação?

Na Find Approval, ajudamos-te a comparar propostas de crédito habitação e a encontrar as condições mais vantajosas. Poupas tempo, dinheiro e ganhas confiança na tua decisão.

Fala connosco

Dados obtidos da publicação “Índice de Preços no Consumidor – outubro 2025”, do Instituto Nacional de Estatística.

Taxa de juro no crédito à habitação diminuiu para 3,228%

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação desceu para 3,228% em setembro de 2025, o que representa uma redução de 7,9 pontos base (p.b.) face a agosto (3,307%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa passou de 2,883% em agosto para 2,873% em setembro, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Pequena descida nas prestações

O valor médio da prestação fixou-se em 393 euros, menos um euro do que no mês anterior e menos 11 euros comparativamente a setembro de 2024. A componente de juros representou 49,6% da prestação média, sendo a primeira vez desde maio de 2023 que fica abaixo dos 50%. Nos contratos mais recentes (celebrados nos últimos três meses), a prestação média aumentou 15 euros, para 666 euros, refletindo uma subida homóloga de 7,1%.

Tendência de descida das taxas

Desde o valor máximo registado em janeiro de 2024 (4,657%), a taxa de juro implícita acumula uma descida de 142,9 p.b. Já nos contratos mais recentes, a diminuição acumulada desde o pico de outubro de 2023 é de 150,7 p.b. Para o destino de Aquisição de Habitação, o mais comum entre os contratos de crédito, a taxa total fixou-se em 3,226%, uma descida de 7,5 p.b. face a agosto.

Capital médio em dívida

O capital médio em dívida no conjunto dos contratos aumentou 634 euros face ao mês anterior, atingindo 73 496 euros. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio foi de 163 761 euros, mais 2 440 euros do que em agosto.

A pensar em pedir crédito habitação?

Na Find Approval, ajudamos-te a comparar propostas de crédito habitação e a encontrar as condições mais vantajosas. Poupas tempo, dinheiro e ganhas confiança na tua decisão.

Fala connosco

Dados obtidos da publicação “Taxas de juro implícitas no crédito à habitação – setembro 2025”, do Instituto Nacional de Estatística.

Inflação abranda para 2,4% em setembro de 2025, segundo o INE

A inflação em Portugal diminuiu em setembro de 2025, com a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) a fixar-se em 2,4%, taxa inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior. Segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), este abrandamento é o primeiro após cinco meses consecutivos de aumento.

Menor pressão nos preços

Os dados do INE indicam que a chamada inflação “subjacente” (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também abrandou, situando-se em 2,0%. Os preços da energia registaram uma variação de 0,3%, enquanto os produtos alimentares não transformados mantiveram-se estáveis, com um aumento de cerca de 7% em termos anuais.

Tendência de estabilidade

Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,9% (-0,2% em agosto e 1,3% em setembro de 2024). Em média, nos últimos 12 meses, os preços cresceram 2,4%, mostrando uma tendência geral de estabilidade. Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, usado para comparar os países da União Europeia, ficou nos 1,9%, abaixo dos 2,5% registados em agosto.

Esta desaceleração é uma boa notícia para os consumidores, já que significa que os preços estão a crescer mais lentamente. Mesmo assim, algumas áreas, como a alimentação, continuam com valores elevados e a pesar no orçamento familiar.

Precisas de apoio na escolha do melhor crédito?

Na Find Approval, ajudamos-te a encontrar as soluções de financiamento mais adequadas às tuas necessidades. Comparamos condições entre várias instituições, poupamos tempo e dinheiro e damos-te maior segurança na decisão.

Fala connosco

Notícia adaptada a partir do artigo “Taxa de variação homóloga do IPC estimada em 2,4%”, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística.

IA ajuda bancos a duplicar deteção de fraude em tempo real: rede SWIFT à frente na segurança financeira

A Sociedade para as Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (SWIFT), em colaboração com 13 bancos internacionais, anunciou ter duplicado a capacidade de deteção de fraude em tempo real graças ao uso de inteligência artificial (IA). Os testes envolveram cerca de 10 milhões de transações simuladas e demonstraram resultados significativamente mais eficazes do que os modelos tradicionais baseados apenas em dados internos de cada instituição.

Como a IA está a transformar a segurança financeira

A utilização de tecnologias avançadas de IA, combinadas com métodos de proteção de dados, permitiu identificar transações suspeitas sem comprometer a privacidade dos clientes. Um dos pontos centrais foi o uso de Privacy-Enhancing Technologies (PET), que possibilitam a partilha segura de informações entre bancos. Paralelamente, a aprendizagem federada — um modelo descentralizado de IA — permitiu treinar os algoritmos diretamente em cada instituição, sem que os dados pessoais saíssem do banco de origem.

Com este modelo colaborativo, a eficácia na deteção de fraudes conhecidas foi duas vezes superior em comparação com os sistemas isolados. Isto significa que as instituições financeiras podem reduzir o tempo de reação de horas ou dias para apenas minutos, um avanço crucial para travar esquemas fraudulentos antes de provocarem prejuízos elevados.

Os bancos e parceiros envolvidos no projeto

Entre os bancos participantes estiveram o ANZ (Nova Zelândia), o BNY Mellon (EUA) e o Intesa Sanpaolo (Itália). O projeto contou ainda com o apoio tecnológico de empresas como a Google Cloud, reforçando a ligação entre o setor financeiro e os maiores players tecnológicos mundiais. Estes testes reforçam a importância da colaboração internacional na luta contra o crime financeiro, que em 2023 custou ao setor cerca de 485 mil milhões de dólares.

Responsáveis das instituições envolvidas destacaram que a fraude nos pagamentos transfronteiriços é um desafio global, gerando custos significativos e aumentando a fricção nas operações financeiras. Segundo a SWIFT, a criação de uma rede colaborativa com recurso a IA representa uma defesa mais robusta do que a de qualquer banco isolado.

Próximos passos: testes com dados reais

Após os resultados positivos dos testes com dados sintéticos, a SWIFT pretende expandir a participação de instituições e avançar para uma segunda fase de experiências com dados reais. O objetivo é comprovar a eficácia da combinação IA + PET + aprendizagem federada em ambiente operacional, permitindo um impacto direto na redução da fraude financeira internacional.

Para os especialistas do setor, trata-se de um marco importante na modernização da segurança bancária e um exemplo de como a tecnologia pode criar soluções eficazes sem abrir mão da proteção da privacidade dos clientes.

Porque isto importa também para os clientes bancários

A implementação de sistemas de deteção de fraude mais rápidos e eficazes aumenta a confiança dos consumidores nas transações financeiras, especialmente em pagamentos internacionais. Para as famílias e empresas, isto traduz-se em maior segurança e menor risco de perdas associadas a esquemas fraudulentos. Embora a tecnologia seja aplicada ao nível das grandes instituições, o impacto positivo é sentido em todo o ecossistema financeiro.

Procura melhores soluções no crédito à habitação?

Na Find Approval, acompanhamos de perto as tendências do setor financeiro e ajudamos os nossos clientes a encontrar o crédito mais vantajoso. A nossa equipa de intermediários de crédito trabalha consigo para reduzir custos, simplificar processos e garantir maior segurança financeira.

Saiba mais

Notícia baseada no artigo “Rede SWIFT e 13 bancos internacionais duplicaram deteção de fraude com recurso a IA”, publicado pelo Jornal PT50 em 15 de setembro de 2025. Fonte: Jornal PT50.

Preços dos Seguros Globais caem 4 % no 2.º trimestre: tendência que abre oportunidades para os consumidores

De acordo com o mais recente Global Insurance Market Index, divulgado pela corretora Marsh, os preços dos seguros comerciais a nível global registaram uma queda média de 4% no segundo trimestre de 2025. Este é o quarto trimestre consecutivo de descida, após sete anos de aumentos constantes, trazendo benefícios para os consumidores, incluindo em Portugal.

A redução foi observada em quase todas as regiões, com destaque para uma queda de 11% no Pacífico e 6% no Reino Unido, enquanto a Europa e o Canadá registaram descidas de cerca de 4%. Outros mercados, como Ásia, América Latina e Caribe, Índia, Médio Oriente e África, apresentaram quedas de aproximadamente 5%.

Porque é que isto é relevante para si?

A descida dos preços dos seguros reflete um mercado mais competitivo, o que é uma excelente notícia para quem procura soluções de seguros em Portugal. Esta tendência traduz-se em:

  • Preços mais acessíveis para seguros de danos materiais, cibersegurança e outros.
  • Melhores opções de cobertura, com condições mais flexíveis.
  • Oportunidade para rever e otimizar as suas apólices de seguro.

Os seguros de danos materiais lideraram a queda, com uma redução global de 7%, especialmente no Pacífico (13%) e nos EUA (9%). Os seguros de cibersegurança caíram 7%, com descidas expressivas na América Latina e Caribe (17%) e na Europa (15%). Já os seguros de responsabilidade civil aumentaram 4% globalmente, impulsionados por um aumento de 9% nos EUA, devido à elevada frequência e gravidade dos sinistros.

A crescente concorrência entre seguradoras está a proporcionar preços mais competitivos e opções de cobertura mais amplas.

Luís Sousa, Diretor de Placement da Marsh Portugal.

Impacto no mercado português

Em Portugal, a queda de 4% nos preços dos seguros na Europa, aliada à maior concorrência entre seguradoras, cria um momento favorável para os consumidores. No entanto, a Marsh alerta para a necessidade de monitorização contínua, especialmente face a riscos como catástrofes naturais, que podem inverter estas tendências.

Encontre os melhores seguros com a nossa ajuda

Na Find Approval, monitorizamos as tendências do mercado de seguros para garantir que encontra as melhores soluções. A nossa intermediação é transparente e adaptada às suas necessidades. Se procura obter as melhores condições, este é o momento ideal para comparar.

Solicitar Contacto

Fonte da Informação

Conteúdo adaptado a partir do artigo “Marsh afirma que preços dos seguros continuam a descer a nível global: 4% no segundo trimestre”, publicado pela ECO a 24 de julho de 2025. Leia o artigo original.

Bancos Portugueses Entre os Mais Resilientes da Europa, Revela Teste de Stress da EBA

Os bancos do Sul da Europa, incluindo instituições portuguesas como a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Millennium BCP, destacaram-se como os mais resilientes nos testes de stress de 2025 realizados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA), segundo a agência de rating DBRS Morningstar. Estes testes avaliam a capacidade dos bancos de resistir a cenários económicos adversos, e os resultados reforçam a solidez do setor bancário em Portugal.

A DBRS destaca que os bancos do Sul da Europa registaram as menores perdas de capital e melhorias significativas face aos testes de 2023. Este desempenho reflete a robustez financeira alcançada após dois anos de rentabilidade sólida (2023 e 2024) e a melhoria na qualidade dos ativos, especialmente em Portugal, Espanha, Itália e Grécia.

Porque é que isto é relevante para si?

A estabilidade dos bancos portugueses é uma excelente notícia para quem procura soluções de crédito à habitação, crédito pessoal ou consolidação de dívidas. Este desempenho traduz-se em:

  • Maior confiança no sistema financeiro português.
  • Condições de crédito mais competitivas e acessíveis.
  • Menor risco em cenários económicos desafiantes.

O sucesso dos bancos deveu-se, em parte, à forte rentabilidade recente e à exposição a empréstimos com taxas de juro variáveis, que beneficiaram do contexto de taxas de referência elevadas no cenário adverso da EBA, projetado para 2025-2027.

Os bancos do Sul da Europa demonstraram fundamentos sólidos, mas não prevemos uma redução significativa nos requisitos de capital.

María Jesús Parra, Vice-Presidente da área de Ratings da DBRS Morningstar.

Impacto no setor bancário português

Os testes de stress revelaram que os bancos portugueses apresentaram uma perda de capital de apenas 53 pontos base, a menor entre os países analisados, com um rácio CET1 de 17,92% no final de 2027 no cenário adverso. Este progresso, aliado a upgrades nas classificações de crédito de 21 bancos do Sul da Europa desde 2023, reforça a resiliência do setor.

Acompanhamos o mercado para o apoiar melhor

Na Find Approval, monitorizamos os indicadores económicos e a evolução do setor bancário para garantir decisões informadas. A nossa intermediação de crédito é transparente e adaptada às suas necessidades. Se procura crédito à habitação, crédito pessoal ou consolidação de créditos, este é o momento ideal para explorar as melhores opções do mercado.

Solicitar Contacto

Fonte da Informação

Conteúdo adaptado a partir do artigo “Southern European Banks Outperform Most European Peers Under the Adverse Scenario of EBA’s 2025 Stress Test”, publicado pela Morningstar DBRS a 6 de agosto de 2025. Leia o relatório original.

Tendências recentes no crédito à habitação: qual o verdadeiro custo para os mutuários?

Em julho de 2025, o valor médio dos empréstimos à habitação em Portugal alcançou 201 144 €, um aumento de 23,2% face aos 163 264 € registados em janeiro, segundo dados recentes. Este crescimento reflete a dinâmica do mercado imobiliário e a maior disposição dos consumidores para investir em habitação.

Fatores que impulsionam o mercado

O mercado de crédito à habitação mantém-se robusto, com prazos longos a dominar: cerca de 40% dos contratos têm maturidades entre 36 e 40 anos, permitindo prestações mais acessíveis, mas prolongando o custo total. A tipologia T3 continua a ser a mais procurada, representando quase metade dos empréstimos concedidos.

No que toca às taxas, a taxa mista destaca-se, sendo escolhida em mais de 80% dos novos contratos, com a Euribor a 12 meses como indexante principal em cerca de 73% dos casos no primeiro trimestre de 2025. Os spreads médios em contratos de taxa variável desceram para 0,89% em 2024, um valor historicamente baixo, impulsionado pela concorrência entre bancos.

A taxa mista oferece estabilidade inicial e flexibilidade futura, sendo uma escolha popular entre os mutuários.

Crescimento do crédito e adesão dos jovens

Em maio de 2025, o stock total de crédito à habitação atingiu 106,1 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde agosto de 2008, com um aumento de 960 milhões de euros face a abril. A adesão de jovens até 35 anos tem sido notável, representando 44% dos novos contratos no início do ano, impulsionada por incentivos como isenções de IMT e imposto de selo, além da garantia pública que permite financiar até 100% do valor do imóvel.

Desafios e considerações para 2025

Apesar das condições favoráveis, como spreads reduzidos e incentivos para jovens, os prazos longos e o aumento dos valores dos empréstimos levantam questões sobre a sustentabilidade da dívida. Os mutuários devem avaliar cuidadosamente os custos totais e os riscos associados, especialmente num contexto de preços imobiliários elevados.

  • Crescimento de 23,2% no valor médio dos empréstimos desde janeiro.
  • Prazos de 36 a 40 anos em 40% dos contratos.
  • Predominância da taxa mista e Euribor a 12 meses.
  • Spreads médios de 0,89% em 2024, refletindo concorrência bancária.
  • Forte adesão de jovens, apoiada por incentivos fiscais e garantias estatais.

O que significa para os mutuários?

O mercado atual oferece oportunidades, como taxas competitivas e incentivos para jovens, mas exige uma análise cuidadosa. Prazos longos podem reduzir prestações mensais, mas aumentam o custo total do crédito. Para quem considera comprar casa, este é um momento estratégico para comparar opções de financiamento e garantir as melhores condições.

Transfira o seu Crédito Habitação e Poupe!

Acha que está a pagar demasiado pelo seu crédito habitação? Com a nossa ajuda, pode transferir o seu crédito e reduzir as prestações mensais. Descubra as melhores condições do mercado recorrendo aos nossos serviços gratuitos de Intermediação de Crédito. Submeta os seus dados e receba um contacto personalizado de um Gestor de Crédito.

Solicitar Contacto

Fonte da Informação

Conteúdo adaptado a partir da notícia “As novas tendências do crédito à habitação. Está a pagar demais?”, publicada pelo Jornal Económico / Sapo em julho de 2025.

Economia recupera no 2.º trimestre com crescimento de 1,9 % em termos homólogos

No segundo trimestre de 2025, a economia de Portugal registou um crescimento de 1,9% face ao mesmo período de 2024, acelerando em relação ao 1,7% do trimestre anterior. Comparado com os primeiros três meses do ano, o PIB aumentou 0,6%, recuperando de uma queda de 0,4%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este desempenho foi impulsionado pelo consumo privado e pela recuperação das exportações, com destaque para o setor do turismo.

O que Está a Impulsionar a Recuperação?

A retoma económica foi apoiada por um consumo privado robusto, com os portugueses a gastarem mais devido à confiança no mercado de trabalho estável. As exportações, especialmente de serviços como o turismo, também cresceram, beneficiando da procura em mercados europeus. Regiões como Lisboa e Algarve continuam a liderar, com forte atividade económica nos serviços e no turismo.

A recuperação das exportações, especialmente no turismo, foi essencial para o crescimento económico em 2025.

Perspetivas e Desafios para 2025

Apesar do crescimento, o Banco de Portugal reduziu a sua previsão para 2025 para 1,6%, face a incertezas globais, como tensões comerciais. O Governo, por sua vez, mantém uma estimativa mais otimista de 2,1%, apoiada em projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Comparado com outros países da zona euro, como a Alemanha (-0,1%) e a Itália (-0,1%), Portugal destaca-se, embora fique atrás da vizinha Espanha (+0,7%).

  • Crescimento do PIB: 1,9% homólogo e 0,6% em cadeia.
  • Motores: Consumo privado e exportações, com destaque para o turismo.
  • Previsão Banco de Portugal: 1,6% para 2025.
  • Previsão do Governo: 2,1% para 2025.

O que Significa para os Portugueses?

Este crescimento traz oportunidades, como mais empregos e maior poder de compra, mas exige planeamento financeiro cuidado face às incertezas globais. Para quem planeia investir ou comprar casa, este é um momento ideal para explorar opções de crédito habitação com taxas competitivas. Os nossos Gestores de Crédito podem ajudá-lo a encontrar a melhor solução.

Simule o Seu Crédito Habitação Agora!

Não perca tempo! Descubra as melhores condições para o seu investimento imobiliário com o nosso simulador de crédito online. Submeta os seus dados e receba um contacto personalizado de um Gestor de Crédito. Já considerou comprar casa este ano?

Simular Agora

Fonte da Informação

Conteúdo baseado em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e na cobertura da Reuters.