Banca apoia incentivos ao crédito, mas alerta: sem mais casas a crise da habitação não se resolve

Os principais responsáveis da banca reconhecem mérito nas medidas de apoio ao crédito lançadas pelo Governo no âmbito do programa “Construir Portugal”, mas alertam que a crise da habitação não será resolvida sem um aumento significativo da oferta de casas no mercado.

A pressão no setor mantém-se elevada: nos últimos três anos, os preços da habitação subiram cerca de 40%, enquanto os salários cresceram apenas cerca de 15%, agravando os problemas de acessibilidade, sobretudo para os jovens.

Incentivos ajudam, mas não resolvem o problema estrutural

Entre as medidas destacam-se a garantia pública do Estado para jovens até aos 35 anos e a isenção de IMT e Imposto de Selo na compra da primeira habitação. Estas iniciativas permitem reduzir a necessidade de entrada inicial, nomeadamente os tradicionais 10% exigidos na maioria dos financiamentos, facilitando o acesso ao crédito a quem antes ficava excluído.

Miguel Maya, CEO do Millennium BCP, afirmou que estas medidas podem ajudar um conjunto de jovens a entrar no mercado, mas não resolvem o problema de fundo. Segundo o banqueiro, existe um claro “desajustamento entre oferta e procura”, defendendo que o problema exige ação concreta e estratégia definida.

Também Miguel Belo de Carvalho, administrador do Santander, destacou o impacto das medidas: antes da sua entrada em vigor, cerca de 35% dos novos créditos à habitação eram concedidos a clientes com menos de 35 anos, percentagem que subiu para aproximadamente 50% após a sua implementação. O banco registou cerca de 30 mil jovens com acesso a este tipo de financiamento desde o lançamento dos apoios.

Mudanças estruturais: oferta, licenciamento e arrendamento

Vários responsáveis do setor defenderam alterações estruturais do lado da oferta. Diogo Louro, administrador do BPI, apontou a necessidade de simplificar e digitalizar processos de licenciamento e reduzir burocracias associadas à construção de novos imóveis. Referiu ainda que o Estado detém um volume significativo de imóveis e terrenos que poderia ser mobilizado para aumentar a oferta habitacional.

Luís Pereira Coutinho, administrador da Caixa Geral de Depósitos, afirmou que a garantia pública está a ter adesão superior ao esperado, mas sublinhou a necessidade de uma estratégia clara sobre onde construir, que tipologias privilegiar e que medidas concretas implementar. Alertou ainda para a importância de maior estabilidade jurídica no mercado de arrendamento, defendendo que a incerteza contratual pode afastar proprietários da colocação de imóveis no mercado.

O que significa para quem quer comprar casa

As medidas atualmente em vigor podem representar uma oportunidade relevante para jovens até aos 35 anos que pretendam adquirir a primeira habitação. No entanto, o acesso ao crédito continua dependente da avaliação individual feita pelas instituições financeiras, considerando rendimentos, estabilidade profissional e taxa de esforço.

  • Facilidade na entrada inicial: A garantia pública pode reduzir a necessidade de poupança para entrada, permitindo ultrapassar a barreira dos 10% tradicionalmente exigidos.
  • Benefícios fiscais: A isenção de IMT e Imposto de Selo diminui os custos iniciais da compra.
  • Oferta continua limitada: Sem aumento consistente da construção e da reabilitação, a pressão sobre os preços poderá manter-se.

Responsáveis do setor convergem numa ideia central: facilitar o crédito pode reduzir barreiras financeiras iniciais, mas sem reforço efetivo da oferta habitacional através de construção, reabilitação urbana e dinamização do arrendamento, o impacto das medidas será necessariamente limitado.

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Fonte: Eco – “Banca elogia incentivos do Governo mas pede mais casas no mercado para resolver crise na habitação”.

Avaliação Bancária da Habitação em Portugal atinge 2.025€/m²

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que o valor mediano de avaliação bancária da habitação atingiu 2 025 euros por metro quadrado em outubro de 2025. Trata-se de um novo máximo da série disponível, refletindo um aumento mensal de 30 euros e uma variação homóloga de 17,7%, a mesma registada em setembro.

Evolução distinta entre apartamentos e moradias

No total, foram consideradas cerca de 33,9 mil avaliações bancárias, um acréscimo de 2,8% face ao mês anterior, apesar de um ligeiro recuo de 2,9% em comparação com outubro de 2024. O segmento dos apartamentos manteve-se como o mais valorizado, com um valor mediano de 2 345 euros/m², traduzindo um aumento anual de 22,1%. Nas moradias, a mediana situou-se nos 1 472 euros/m², o que corresponde a uma subida homóloga de 11,8%.

Entre as tipologias de apartamentos, os T1 registaram a maior variação mensal, subindo 58 euros para 3 076 euros/m². Os T2 e T3 aumentaram para 2 425 euros/m² e 2 010 euros/m², respetivamente. No caso das moradias, as principais tipologias também apresentaram crescimentos moderados: T2 para 1 462 euros/m², T3 para 1 442 euros/m² e T4 para 1 560 euros/m².

Diferenças regionais mantêm-se bem marcadas

A análise territorial evidencia contrastes significativos. A Grande Lisboa continua a apresentar os valores mais elevados do país, situando-se 49,6% acima da mediana nacional. Seguem-se o Algarve (32,9%), a Península de Setúbal (21,3%), a Região Autónoma da Madeira (14,0%), o Alentejo Litoral (9,7%) e a Área Metropolitana do Porto (0,6%).

No lado oposto, encontram-se as regiões de Alto Tâmega e Barroso (-53,4%), Alto Alentejo (-53,2%) e Beira Baixa (-50,5%). Em termos mensais, o Norte destacou-se pelo maior aumento (2,5%), enquanto o Alentejo registou a queda mais acentuada (-1,6%). Nos apartamentos, as subidas mais significativas ocorreram nos Açores (6,2%), sendo o Alentejo a única região com descida (-2,3%).

Procura mostra sinais mistos

Apesar do contínuo aumento dos valores de avaliação, que já se prolonga há quase dois anos, a comparação homóloga no número de avaliações sugere alguma prudência por parte das famílias. Ainda assim, o crescimento face a setembro indica que o mercado mantém dinamismo no curto prazo.

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Dados obtidos da publicação “Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação”, do Instituto Nacional de Estatística.

Preços das casas registam subida histórica de ~18 % — o que significa para quem quer comprar casa

Os preços médios de venda de habitação em Portugal registaram uma subida histórica no início de 2025. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), a valorização homóloga no primeiro trimestre atingiu cerca de 18,7 %, representando o crescimento mais elevado desde que existem séries comparáveis. Tanto habitações novas como usadas registaram aumentos significativos, refletindo uma tendência de valorização constante e robusta.

Fatores que influenciam a subida de preços

A escalada nos preços é impulsionada por vários fatores. A procura por habitação continua elevada, sobretudo nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde a densidade populacional e a procura por serviços e empregos mantém a pressão sobre o mercado. Por outro lado, a oferta não acompanha este ritmo, especialmente no segmento de habitação nova, onde os custos de construção, terrenos e materiais têm aumentado. Este desequilíbrio contribui diretamente para o aumento dos preços finais de venda.

Além disso, o interesse de compradores nacionais e estrangeiros reforça a valorização. Os compradores nacionais dominam o mercado, enquanto investidores estrangeiros se concentram em zonas costeiras e regiões com grande procura turística. Este aumento da procura diversificada torna o mercado mais competitivo e pressiona ainda mais os preços.

Dados sobre transações de habitação

Entre abril e junho de 2025, foram registadas mais de 42 mil transações de habitação, um aumento homólogo de 15,5 %. O valor total das transações ultrapassou os 10 mil milhões de euros, destacando a resiliência do mercado. A maioria destas transações envolveu compradores nacionais, reforçando o peso da procura interna.

O que isto significa para quem procura comprar casa

Para os compradores, este cenário exige planeamento financeiro cuidadoso. É importante considerar não só o preço de aquisição, mas também encargos como IMT, despesas com notários, registos e comissões bancárias. Simular diferentes cenários de crédito à habitação ajuda a garantir que a prestação mensal seja sustentável.

Explorar opções em zonas periféricas ou menos saturadas pode oferecer preços mais acessíveis, sem comprometer a qualidade ou localização. Avaliar o custo por metro quadrado, a qualidade da construção e comparar habitações novas e usadas são passos essenciais para tomar decisões informadas e vantajosas.

Planeamento e oportunidades para compradores

Apesar da pressão dos preços, ainda existem oportunidades para quem planeia com antecedência. Avaliar todas as opções disponíveis, considerar diferentes localizações e estudar cuidadosamente as condições de crédito são passos cruciais para garantir uma compra sustentável e financeiramente vantajosa.

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Notícia baseada nos dados do INE e no artigo do ECO.

Taxa de Esforço para Arrendar Casa em Portugal Atinge 83% no 2.º Trimestre

De acordo com o Jornal Económico, com base em dados do portal idealista, a taxa de esforço para arrendar uma casa em Portugal atingiu 83% no segundo trimestre de 2025, um aumento de 1 ponto percentual face aos 82% registados no mesmo período de 2024. Já para a compra de habitação, a taxa de esforço manteve-se estável nos 71%, evidenciando um contraste significativo entre os custos de arrendamento e de aquisição de casa própria.

Variações por cidade

As taxas de esforço para arrendamento variaram bastante entre cidades portuguesas:

  • Faro: Aumento de 70% para 90% (+20 p.p.).
  • Ponta Delgada: +15 p.p.
  • Guarda: +4 p.p.
  • Funchal: +3 p.p.
  • Braga e Aveiro: +2 p.p.
  • Leiria e Viseu: +1 p.p.

Por outro lado, algumas cidades registaram quedas na taxa de esforço para arrendamento:

  • Beja: -8 p.p.
  • Santarém: -7 p.p.
  • Lisboa, Setúbal e Viana do Castelo: -3 p.p. cada.

Cidades mais e menos pressionadas

As cidades com as taxas de esforço mais elevadas para arrendamento são:

  • Faro: 90%
  • Funchal: 89%
  • Lisboa: 83%
  • Ponta Delgada: 75%
  • Porto: 71%
  • Setúbal: 58%
  • Braga: 55%

As cidades onde o arrendamento pesa menos no orçamento familiar incluem:

  • Castelo Branco e Guarda: 34%
  • Beja e Portalegre: 35%

Apesar disso, todas as capitais de distrito apresentam taxas de esforço superiores ao limite recomendado de 33%, o que demonstra o desafio generalizado no acesso à habitação por arrendamento.

Compra de habitação: um cenário diferente

Para a compra de casa, a taxa de esforço nacional permaneceu nos 71%. No entanto, houve variações regionais. Setúbal registou o maior aumento, passando de 49% para 55% (+6 p.p.). Outras cidades com subidas incluem Santarém (+4 p.p.), Ponta Delgada (+3 p.p.), Lisboa (+2 p.p.), Aveiro e Guarda (+1 p.p.).

Por outro lado, 12 cidades registaram diminuições na taxa de esforço para compra, com destaque para:

  • Funchal e Vila Real: -14 p.p.
  • Faro e Bragança: -10 p.p.
  • Porto: -8 p.p.

As cidades com maior taxa de esforço para comprar casa são Lisboa (108%), Faro e Funchal (96% cada). Contudo, em cidades como Vila Real (27%), Beja (23%), Portalegre (22%), Bragança (22%), Guarda e Castelo Branco (17% cada), a compra é mais acessível, com taxas abaixo do limite recomendado de 33%.

O acesso à habitação por arrendamento está cada vez mais difícil, enquanto a compra de casa pode ser uma alternativa mais viável em algumas regiões, especialmente com a recente queda dos juros no crédito habitação.

Análise do portal idealista

Porque é que isto é importante?

A subida da taxa de esforço para arrendamento reflete um mercado habitacional desafiante, especialmente em cidades como Faro, Funchal e Lisboa. No entanto, a estabilidade na taxa de esforço para compra de habitação, aliada à descida dos juros no crédito habitação, sugere que comprar casa pode ser uma opção mais acessível para muitas famílias. Este é o momento ideal para avaliar as suas opções e considerar a transição do arrendamento para a propriedade.

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Fonte da informação

Conteúdo adaptado a partir do artigo “Taxa de esforço para arrendar sobe para 83% no segundo trimestre”, publicado pelo Jornal Económico, com base em dados do idealista, a 24 de julho de 2025. Leia o artigo original.

Novo máximo histórico: avaliação bancária da habitação chega a 1 911 €/m² em junho

Avaliação Bancária de Habitação Atinge Recorde em Portugal 2025

Em junho de 2025, o valor mediano de avaliação bancária para compra de habitação em Portugal alcançou os 1.911 €/m², um aumento de 25 €/m² face aos 1.886 €/m² registados em maio, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este marco reflete a dinâmica contínua do mercado imobiliário português, com um crescimento de 18,1% comparado com junho de 2024, consolidando a tendência de valorização.

Evolução do Mercado Imobiliário: De 2024 a 2025

Em 2024, o mercado imobiliário já exibia forte crescimento. O INE reportou cerca de 140.000 avaliações bancárias no âmbito do crédito à habitação, um aumento de 32,1% face a 2023, o maior registo desde 2009. Estas avaliações representaram 89,7% das transações de alojamentos familiares, com o valor mediano subindo 9,3%. Em 2025, esta trajetória culminou no recorde de 1.911 €/m², o valor mais elevado da série histórica.

Preços da Habitação em 2024: Uma Visão Regional

Em 2024, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi de 1.777 €/m², um aumento de 10,3% face a 2023. Regiões como Grande Lisboa (2.939 €/m²), Algarve (2.752 €/m²), Região Autónoma da Madeira (2.395 €/m²), Península de Setúbal (2.117 €/m²) e Área Metropolitana do Porto (1.986 €/m²) superaram a mediana nacional. A nível municipal, Lisboa liderou com 4.340 €/m², seguida por Cascais (4.053 €/m²), Oeiras (3.471 €/m²) e Lagos (3.452 €/m²).

Lisboa e Algarve destacam-se com preços que refletem a forte procura e o interesse de investidores estrangeiros.

Fatores por Trás da Valorização Imobiliária

Procura Elevada em Regiões-Chave

Áreas urbanas e turísticas, como Lisboa e Algarve, continuam a atrair compradores devido à qualidade de vida e oportunidades económicas. Em 2024, 54 municípios apresentaram preços acima da mediana nacional, com grande concentração na Grande Lisboa e Algarve.

Condições Favoráveis de Crédito

Taxas de juro competitivas e maior acesso a crédito habitação impulsionaram a procura, com avaliações bancárias crescendo mais que transações em 2024.

Investimento Estrangeiro

Compradores estrangeiros pagaram 2.432 €/m² por alojamentos novos em 2024, contra 1.747 €/m² por nacionais, com Lisboa registando 5.771 €/m² para estrangeiros, evidenciando o impacto do capital externo.

Novos vs. Usados: Diferenças de Preço

Em 2024, alojamentos novos tiveram um preço mediano de 2.147 €/m², enquanto os usados ficaram em 1.689 €/m². Em Cascais, a diferença atingiu 1.260 €/m², com novos a 5.132 €/m² e usados a 3.872 €/m². Esta tendência reforça a preferência por propriedades novas em mercados premium.

Comparação com o Índice de Preços da Habitação

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) e o valor mediano de avaliação bancária mostram dinâmicas semelhantes. Em 2024, o valor mediano cresceu 9,3%, ligeiramente acima dos 9,1% do IPHab. No último trimestre, a taxa de variação homóloga do valor mediano atingiu 13,7%, contra 11,6% do IPHab.

  • Preço mediano 2024: 1.777 €/m², aumento de 10,3%.
  • Lisboa: 4.340 €/m², o município mais caro.
  • Novos vs. usados: 2.147 €/m² vs. 1.689 €/m².
  • Investimento estrangeiro: 2.432 €/m² para novos.
  • Crescimento 2024: 140.000 avaliações, +32,1%.

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Fonte da Informação

Conteúdo baseado em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).