Prestação da Casa Vai Subir em Abril com Nova Subida da Euribor Posted on 30 de Março, 202630 de Março, 2026 by Ricardo Porto As famílias com crédito à habitação com taxa variável deverão sentir um aumento nas prestações já a partir de abril, impulsionado pela recente subida das taxas Euribor nos mercados financeiros. A evolução das taxas está a ser influenciada pelo atual contexto geopolítico, nomeadamente os conflitos no Médio Oriente, que têm provocado pressão sobre os preços da energia e aumentado as expectativas de inflação na zona euro. Este cenário está a refletir-se diretamente no custo do crédito da casa, sobretudo para quem tem contratos indexados à Euribor, a taxa de referência mais utilizada em Portugal. Subida da Euribor pressiona prestações Nos últimos meses, as taxas Euribor registaram uma subida significativa, especialmente nos prazos mais relevantes para o crédito à habitação. A Euribor a seis meses, atualmente a mais utilizada em Portugal, ultrapassou os 2,5%, depois de ter estado próxima dos 2,1%. Já a Euribor a 12 meses aproxima-se dos 3%, evidenciando uma tendência de subida mais acentuada. Por outro lado, a Euribor a três meses apresentou uma ligeira descida, mantendo-se ainda abaixo das restantes maturidades. Esta evolução reflete as expectativas dos mercados relativamente à política monetária do Banco Central Europeu (BCE), num contexto de maior incerteza económica e pressão inflacionista. Quanto pode aumentar a prestação da casa De acordo com simulações recentes, o impacto nas prestações será já visível para contratos revistos em abril, ainda que de forma moderada nesta fase. Num crédito de 150 mil euros a 30 anos, com um spread de 1%: Com Euribor a seis meses, a prestação poderá aumentar cerca de 15 euros; Com Euribor a 12 meses, a subida estimada é de aproximadamente 10 euros. Estes valores podem variar consoante a evolução das taxas ao longo do mês, sendo possível que os aumentos venham a ser superiores caso a tendência de subida se mantenha. Impacto do contexto internacional O atual aumento das taxas está fortemente ligado ao agravamento das tensões no Médio Oriente, incluindo ataques ao Irão e perturbações no fornecimento energético. O fecho de importantes rotas comerciais, como o Estreito de Ormuz, contribuiu para a subida dos preços do petróleo e do gás, aumentando as pressões inflacionistas. Este ambiente levou os mercados a antecipar possíveis mudanças na política monetária do BCE, o que se refletiu rapidamente nas taxas Euribor, mesmo sem alterações imediatas nas taxas diretoras. O que esperar nos próximos meses Apesar de o Banco Central Europeu ter mantido recentemente as taxas de juro diretoras, os mercados continuam a ajustar as suas expectativas face à evolução da inflação e da economia global. A próxima reunião de política monetária do BCE poderá ser determinante para perceber a direção futura das taxas de juro. Enquanto isso, as famílias com crédito à habitação deverão preparar-se para alguma volatilidade nas prestações nos contratos com taxa variável. Importa também notar que a maioria dos novos contratos tem sido celebrada com taxa mista, o que permite alguma proteção inicial contra estas oscilações. Como são definidas as taxas Euribor As taxas Euribor resultam da média das taxas de juro a que um conjunto de bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário. Estas taxas servem como principal referência para os créditos à habitação com taxa variável, sendo atualizadas periodicamente de acordo com o prazo escolhido no contrato (3, 6 ou 12 meses). Deste modo, as famílias com crédito habitação indexados à Euribor acabam por sentir estas oscilações diretamente no valor das prestações. Precisa de financiamento para comprar casa? Na Find Approval ajudamos a obter propostas de crédito habitação de vários bancos e a encontrar as condições mais vantajosas. Carrega no botão abaixo, preenche o formulário e um dos nossos irá entrar em contacto para dar início ao processo. Fala connosco
Bancos devolvem prestações pagas desde 28 de janeiro a clientes com moratórias Posted on 6 de Fevereiro, 2026 by Ricardo Porto Algumas instituições bancárias em Portugal anunciaram recentemente a devolução de prestações de crédito pagas por clientes que estavam em situação de moratória após 28 de janeiro de 2026, no âmbito do regime excecional criado na sequência da tempestade Kristin. Esta decisão surge no seguimento das regras publicadas que regem esta moratória específica e as condições excecionais de reembolso aplicáveis às situações reconhecidas pelo diploma. Segundo notícia divulgada pela SIC Notícias, os bancos estão a proceder à restituição de prestações pagas por clientes com moratórias ativas desde essa data, refletindo um ajustamento às normas em vigor no contexto das medidas extraordinárias adotadas após a tempestade e às decisões de entidades reguladoras que procuram reduzir encargos para famílias em situações de dificuldade temporária. Esta medida tende a aliviar a pressão financeira imediata sobre os devedores que recorreram à moratória associada à tempestade Kristin e pagaram algumas prestações depois da data de início do regime. A devolução efetuada pelos bancos será normalmente feita de forma automática ou mediante comunicação direta com os clientes, de acordo com as instruções das instituições credoras. Mau tempo e moratórias: incumprimento só após 90 dias Num outro desenvolvimento relevante, o jornal Público publicou uma análise destacando que apenas há lugar a incumprimento formal se o atraso no pagamento ultrapassar os 90 dias, nos termos previstos na legislação aplicável. Na prática, isto significa que um cliente abrangido por este regime extraordinário que deixe de pagar uma prestação por causa temporária relacionada com os eventos climáticos não é automaticamente considerado em incumprimento enquanto se mantiver dentro dos limites definidos no diploma. Esta norma aplica-se no âmbito da moratória excecional aprovada após a tempestade e funciona como um mecanismo de proteção que evita penalizações imediatas por dificuldades temporárias associadas a esse evento específico. O que significa para quem tem crédito As recentes orientações têm impacto direto para quem está a gerir um crédito à habitação ou outro tipo de financiamento abrangido por este regime extraordinário: Possível devolução de valores pagos: Clientes que estavam em moratória e pagaram prestações após 28 de janeiro de 2026, no contexto da medida excecional ligada à tempestade Kristin, poderão ter direito à restituição desses montantes. Incumprimento não é imediato: No âmbito deste regime, um atraso isolado não configura incumprimento imediato. Apenas após 90 dias de atraso acumulado é que a situação é classificada como tal, nos termos previstos na lei. Para os consumidores, torna-se essencial compreender as regras contratuais e os mecanismos de proteção previstos neste regime específico. A correta interpretação das normas relativas à moratória excecional pode influenciar tanto o historial de crédito como futuras negociações com as instituições financeiras. Precisa de apoio na gestão do seu crédito habitação? Na Find Approval analisamos o seu contrato, avaliamos as condições atuais do mercado e ajudamos a transferir o seu crédito para condições mais vantajosas. Carregue no botão abaixo, preencha o formulário e um dos nossos especialistas entrará em contacto para iniciar o processo. Fala connosco Fontes: SIC Notícias – “Bancos devolvem prestações pagas desde 28 de janeiro a clientes com moratórias”; Público – “Mau tempo: moratória de crédito só é possível para quem não está em incumprimento” .
INE confirma abrandamento da inflação para 2,3% em outubro Posted on 12 de Novembro, 2025 by Ricardo Porto O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quarta-feira que a taxa de inflação homóloga (IPC) em Portugal abrandou para 2,3% em outubro. Este valor representa uma ligeira descida de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face aos 2,4% registados em setembro. Inflação subjacente acelera Apesar da descida da taxa principal, a inflação subjacente (que exclui produtos com preços mais voláteis, como alimentos não transformados e energia) acelerou ligeiramente para 2,1%, contra 2,0% no mês anterior. A descida da inflação foi influenciada pela variação negativa dos produtos energéticos (-1,2%, face a 0,3% em setembro) e pelo abrandamento dos produtos alimentares não transformados (6,1%, contra 7,0% em setembro). Variação mensal nula Em cadeia (face a setembro), a variação do IPC foi nula (0,0%), um abrandamento significativo face aos 0,9% registados no mês precedente. A variação média dos últimos 12 meses manteve-se nos 2,4%, valor idêntico ao do mês anterior. Comparação Europeia (IHPC) O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, usado para comparação europeia, registou uma variação homóloga de 2,0% (acima dos 1,9% de setembro). Este valor foi 0,1 p.p. inferior ao estimado pelo Eurostat para a área do euro. Excluindo os componentes voláteis, o IHPC em Portugal (1,9%) ficou abaixo da média da zona euro (estimada em 2,4%). A pensar em pedir crédito habitação? Na Find Approval, ajudamos-te a comparar propostas de crédito habitação e a encontrar as condições mais vantajosas. Poupas tempo, dinheiro e ganhas confiança na tua decisão. Fala connosco Dados obtidos da publicação “Índice de Preços no Consumidor – outubro 2025”, do Instituto Nacional de Estatística.