Avaliação Bancária da Habitação em Portugal atinge 2.025€/m²

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que o valor mediano de avaliação bancária da habitação atingiu 2 025 euros por metro quadrado em outubro de 2025. Trata-se de um novo máximo da série disponível, refletindo um aumento mensal de 30 euros e uma variação homóloga de 17,7%, a mesma registada em setembro.

Evolução distinta entre apartamentos e moradias

No total, foram consideradas cerca de 33,9 mil avaliações bancárias, um acréscimo de 2,8% face ao mês anterior, apesar de um ligeiro recuo de 2,9% em comparação com outubro de 2024. O segmento dos apartamentos manteve-se como o mais valorizado, com um valor mediano de 2 345 euros/m², traduzindo um aumento anual de 22,1%. Nas moradias, a mediana situou-se nos 1 472 euros/m², o que corresponde a uma subida homóloga de 11,8%.

Entre as tipologias de apartamentos, os T1 registaram a maior variação mensal, subindo 58 euros para 3 076 euros/m². Os T2 e T3 aumentaram para 2 425 euros/m² e 2 010 euros/m², respetivamente. No caso das moradias, as principais tipologias também apresentaram crescimentos moderados: T2 para 1 462 euros/m², T3 para 1 442 euros/m² e T4 para 1 560 euros/m².

Diferenças regionais mantêm-se bem marcadas

A análise territorial evidencia contrastes significativos. A Grande Lisboa continua a apresentar os valores mais elevados do país, situando-se 49,6% acima da mediana nacional. Seguem-se o Algarve (32,9%), a Península de Setúbal (21,3%), a Região Autónoma da Madeira (14,0%), o Alentejo Litoral (9,7%) e a Área Metropolitana do Porto (0,6%).

No lado oposto, encontram-se as regiões de Alto Tâmega e Barroso (-53,4%), Alto Alentejo (-53,2%) e Beira Baixa (-50,5%). Em termos mensais, o Norte destacou-se pelo maior aumento (2,5%), enquanto o Alentejo registou a queda mais acentuada (-1,6%). Nos apartamentos, as subidas mais significativas ocorreram nos Açores (6,2%), sendo o Alentejo a única região com descida (-2,3%).

Procura mostra sinais mistos

Apesar do contínuo aumento dos valores de avaliação, que já se prolonga há quase dois anos, a comparação homóloga no número de avaliações sugere alguma prudência por parte das famílias. Ainda assim, o crescimento face a setembro indica que o mercado mantém dinamismo no curto prazo.

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Dados obtidos da publicação “Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação”, do Instituto Nacional de Estatística.

Número de Trabalhadores com Remuneração Superior a €3.000 Duplica em apenas 2 Anos

De acordo com uma análise da Randstad Portugal ao Inquérito ao Emprego do INE, o número de profissionais que recebem mais de 3 000 € líquidos por mês quase duplicou entre 2023 e 2025, passando de 51 800 para 98 300 pessoas — um novo máximo histórico para este patamar salarial em Portugal.

Apesar do crescimento expressivo, este grupo continua a representar apenas cerca de 2% da população empregada por conta de outrem, evidenciando que a evolução salarial permanece concentrada numa minoria. Ainda assim, a tendência reflete o aumento da competitividade em determinados setores do mercado de trabalho.

Desigualdades salariais persistentes

A análise sublinha que as disparidades entre categorias profissionais continuam marcantes. Enquanto “executivos e diretores” recebem em média 63% acima da remuneração média nacional, trabalhadores não qualificados auferem 37% abaixo e os agricultores 27% abaixo desse valor.

No segundo trimestre de 2025, a remuneração líquida média nacional situou-se em 1 264 €, um aumento homólogo de 1,1% segundo os dados do INE. O estudo refere ainda que, no mesmo período, as Forças Armadas registaram os maiores aumentos salariais trimestrais (+13,2%) e homólogos (+18,9%).

Profissões com maior crescimento

Nos últimos dez anos, algumas categorias destacaram-se pela evolução positiva dos salários:

  • Forças Armadas: + 71,6%
  • Operadores de instalações e máquinas: + 67,9%
  • Trabalhadores não qualificados: + 66,6%

Em contrapartida, setores como “trabalhadores dos serviços pessoais e vendedores” e “trabalhadores da indústria e construção” registaram recentemente ligeiras quebras, de cerca de -0,6%.

Mercado de trabalho em expansão

O estudo da Randstad evidencia ainda que Portugal atingiu um novo máximo histórico de emprego, com 5 248 300 pessoas empregadas. A taxa de desemprego recuou para 5,9% — o valor mais baixo desde 2023. O maior contributo veio dos setores de serviços, nomeadamente alojamento e restauração (+6,7%) e logística (+6,9%).

O crescimento também se refletiu em diferentes faixas etárias: entre os 25 e os 34 anos (+18 000 pessoas empregadas) e entre os 65 e os 89 anos (+16 800 pessoas, +7,5%).

O papel do teletrabalho

Outro dado relevante é o aumento do teletrabalho, que passou a abranger 12 800 profissionais, representando 20,9% da população empregada. Lisboa é a região onde o trabalho remoto é mais expressivo (32,7%), enquanto os Açores apresentam a menor taxa (9,1%).

“Estamos a assistir a um claro crescimento da massa salarial nas faixas superiores, o que indica um aumento da competitividade e atratividade de alguns setores. No entanto, este progresso não está a ser acompanhado de forma homogénea e muitas profissões continuam a registar remunerações estagnadas ou abaixo da média nacional.”

Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal

Porque é que isto é importante?

O aumento do número de trabalhadores com salários acima dos 3 000 € é um sinal positivo de valorização em algumas áreas, mas também expõe desigualdades persistentes no mercado laboral. O desafio passa por garantir que o crescimento económico e salarial beneficie um maior número de profissionais, reduzindo as disparidades entre setores e categorias profissionais.

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Fonte da informação

Conteúdo adaptado a partir do artigo “Trabalhadores a ganhar mais de três mil euros duplicaram em dois anos em Portugal”, publicado pelo Jornal Económico, com base em dados do INE e da Randstad. Leia o artigo original.

Taxa de Esforço para Arrendar Casa em Portugal Atinge 83% no 2.º Trimestre

De acordo com o Jornal Económico, com base em dados do portal idealista, a taxa de esforço para arrendar uma casa em Portugal atingiu 83% no segundo trimestre de 2025, um aumento de 1 ponto percentual face aos 82% registados no mesmo período de 2024. Já para a compra de habitação, a taxa de esforço manteve-se estável nos 71%, evidenciando um contraste significativo entre os custos de arrendamento e de aquisição de casa própria.

Variações por cidade

As taxas de esforço para arrendamento variaram bastante entre cidades portuguesas:

  • Faro: Aumento de 70% para 90% (+20 p.p.).
  • Ponta Delgada: +15 p.p.
  • Guarda: +4 p.p.
  • Funchal: +3 p.p.
  • Braga e Aveiro: +2 p.p.
  • Leiria e Viseu: +1 p.p.

Por outro lado, algumas cidades registaram quedas na taxa de esforço para arrendamento:

  • Beja: -8 p.p.
  • Santarém: -7 p.p.
  • Lisboa, Setúbal e Viana do Castelo: -3 p.p. cada.

Cidades mais e menos pressionadas

As cidades com as taxas de esforço mais elevadas para arrendamento são:

  • Faro: 90%
  • Funchal: 89%
  • Lisboa: 83%
  • Ponta Delgada: 75%
  • Porto: 71%
  • Setúbal: 58%
  • Braga: 55%

As cidades onde o arrendamento pesa menos no orçamento familiar incluem:

  • Castelo Branco e Guarda: 34%
  • Beja e Portalegre: 35%

Apesar disso, todas as capitais de distrito apresentam taxas de esforço superiores ao limite recomendado de 33%, o que demonstra o desafio generalizado no acesso à habitação por arrendamento.

Compra de habitação: um cenário diferente

Para a compra de casa, a taxa de esforço nacional permaneceu nos 71%. No entanto, houve variações regionais. Setúbal registou o maior aumento, passando de 49% para 55% (+6 p.p.). Outras cidades com subidas incluem Santarém (+4 p.p.), Ponta Delgada (+3 p.p.), Lisboa (+2 p.p.), Aveiro e Guarda (+1 p.p.).

Por outro lado, 12 cidades registaram diminuições na taxa de esforço para compra, com destaque para:

  • Funchal e Vila Real: -14 p.p.
  • Faro e Bragança: -10 p.p.
  • Porto: -8 p.p.

As cidades com maior taxa de esforço para comprar casa são Lisboa (108%), Faro e Funchal (96% cada). Contudo, em cidades como Vila Real (27%), Beja (23%), Portalegre (22%), Bragança (22%), Guarda e Castelo Branco (17% cada), a compra é mais acessível, com taxas abaixo do limite recomendado de 33%.

O acesso à habitação por arrendamento está cada vez mais difícil, enquanto a compra de casa pode ser uma alternativa mais viável em algumas regiões, especialmente com a recente queda dos juros no crédito habitação.

Análise do portal idealista

Porque é que isto é importante?

A subida da taxa de esforço para arrendamento reflete um mercado habitacional desafiante, especialmente em cidades como Faro, Funchal e Lisboa. No entanto, a estabilidade na taxa de esforço para compra de habitação, aliada à descida dos juros no crédito habitação, sugere que comprar casa pode ser uma opção mais acessível para muitas famílias. Este é o momento ideal para avaliar as suas opções e considerar a transição do arrendamento para a propriedade.

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Fonte da informação

Conteúdo adaptado a partir do artigo “Taxa de esforço para arrendar sobe para 83% no segundo trimestre”, publicado pelo Jornal Económico, com base em dados do idealista, a 24 de julho de 2025. Leia o artigo original.

Economia recupera no 2.º trimestre com crescimento de 1,9 % em termos homólogos

No segundo trimestre de 2025, a economia de Portugal registou um crescimento de 1,9% face ao mesmo período de 2024, acelerando em relação ao 1,7% do trimestre anterior. Comparado com os primeiros três meses do ano, o PIB aumentou 0,6%, recuperando de uma queda de 0,4%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este desempenho foi impulsionado pelo consumo privado e pela recuperação das exportações, com destaque para o setor do turismo.

O que Está a Impulsionar a Recuperação?

A retoma económica foi apoiada por um consumo privado robusto, com os portugueses a gastarem mais devido à confiança no mercado de trabalho estável. As exportações, especialmente de serviços como o turismo, também cresceram, beneficiando da procura em mercados europeus. Regiões como Lisboa e Algarve continuam a liderar, com forte atividade económica nos serviços e no turismo.

A recuperação das exportações, especialmente no turismo, foi essencial para o crescimento económico em 2025.

Perspetivas e Desafios para 2025

Apesar do crescimento, o Banco de Portugal reduziu a sua previsão para 2025 para 1,6%, face a incertezas globais, como tensões comerciais. O Governo, por sua vez, mantém uma estimativa mais otimista de 2,1%, apoiada em projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Comparado com outros países da zona euro, como a Alemanha (-0,1%) e a Itália (-0,1%), Portugal destaca-se, embora fique atrás da vizinha Espanha (+0,7%).

  • Crescimento do PIB: 1,9% homólogo e 0,6% em cadeia.
  • Motores: Consumo privado e exportações, com destaque para o turismo.
  • Previsão Banco de Portugal: 1,6% para 2025.
  • Previsão do Governo: 2,1% para 2025.

O que Significa para os Portugueses?

Este crescimento traz oportunidades, como mais empregos e maior poder de compra, mas exige planeamento financeiro cuidado face às incertezas globais. Para quem planeia investir ou comprar casa, este é um momento ideal para explorar opções de crédito habitação com taxas competitivas. Os nossos Gestores de Crédito podem ajudá-lo a encontrar a melhor solução.

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Fonte da Informação

Conteúdo baseado em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e na cobertura da Reuters.