Tendências recentes no crédito à habitação: qual o verdadeiro custo para os mutuários? Posted on 7 de Agosto, 20256 de Agosto, 2025 by Ricardo Porto Em julho de 2025, o valor médio dos empréstimos à habitação em Portugal alcançou 201 144 €, um aumento de 23,2% face aos 163 264 € registados em janeiro, segundo dados recentes. Este crescimento reflete a dinâmica do mercado imobiliário e a maior disposição dos consumidores para investir em habitação. Fatores que impulsionam o mercado O mercado de crédito à habitação mantém-se robusto, com prazos longos a dominar: cerca de 40% dos contratos têm maturidades entre 36 e 40 anos, permitindo prestações mais acessíveis, mas prolongando o custo total. A tipologia T3 continua a ser a mais procurada, representando quase metade dos empréstimos concedidos. No que toca às taxas, a taxa mista destaca-se, sendo escolhida em mais de 80% dos novos contratos, com a Euribor a 12 meses como indexante principal em cerca de 73% dos casos no primeiro trimestre de 2025. Os spreads médios em contratos de taxa variável desceram para 0,89% em 2024, um valor historicamente baixo, impulsionado pela concorrência entre bancos. A taxa mista oferece estabilidade inicial e flexibilidade futura, sendo uma escolha popular entre os mutuários. Crescimento do crédito e adesão dos jovens Em maio de 2025, o stock total de crédito à habitação atingiu 106,1 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde agosto de 2008, com um aumento de 960 milhões de euros face a abril. A adesão de jovens até 35 anos tem sido notável, representando 44% dos novos contratos no início do ano, impulsionada por incentivos como isenções de IMT e imposto de selo, além da garantia pública que permite financiar até 100% do valor do imóvel. Desafios e considerações para 2025 Apesar das condições favoráveis, como spreads reduzidos e incentivos para jovens, os prazos longos e o aumento dos valores dos empréstimos levantam questões sobre a sustentabilidade da dívida. Os mutuários devem avaliar cuidadosamente os custos totais e os riscos associados, especialmente num contexto de preços imobiliários elevados. Crescimento de 23,2% no valor médio dos empréstimos desde janeiro. Prazos de 36 a 40 anos em 40% dos contratos. Predominância da taxa mista e Euribor a 12 meses. Spreads médios de 0,89% em 2024, refletindo concorrência bancária. Forte adesão de jovens, apoiada por incentivos fiscais e garantias estatais. O que significa para os mutuários? O mercado atual oferece oportunidades, como taxas competitivas e incentivos para jovens, mas exige uma análise cuidadosa. Prazos longos podem reduzir prestações mensais, mas aumentam o custo total do crédito. Para quem considera comprar casa, este é um momento estratégico para comparar opções de financiamento e garantir as melhores condições. Transfira o seu Crédito Habitação e Poupe! Acha que está a pagar demasiado pelo seu crédito habitação? Com a nossa ajuda, pode transferir o seu crédito e reduzir as prestações mensais. Descubra as melhores condições do mercado recorrendo aos nossos serviços gratuitos de Intermediação de Crédito. Submeta os seus dados e receba um contacto personalizado de um Gestor de Crédito. Solicitar Contacto Fonte da Informação Conteúdo adaptado a partir da notícia “As novas tendências do crédito à habitação. Está a pagar demais?”, publicada pelo Jornal Económico / Sapo em julho de 2025.